Dez preceitos da serenidade

Só por hoje…

Viverei exclusivamente este meu dia, sem querer resolver os problemas da minha vida, todos de uma vez.

Só por hoje…

Terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros: Delicado nas minhas maneiras. Não vou criticar ninguém. Não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém, senão a mim mesmo.

Só por hoje…

Sentir-me-ei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só na vida eterna, mas também neste mundo.

Só por hoje…

Adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.

Só por hoje…

Dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me de que assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

Só por hoje…

Praticarei uma boa acção sem contá-la a ninguém.

Só por hoje…

Farei uma coisa de que não gosto e, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

Só por hoje…

Farei um programa bem com-pleto do meu dia. Talvez não o exe-cute perfeitamente, mas, em todo caso, vou fazê-lo. Evitarei bem duas calamidades: a pressa e a indecisão.

Só por hoje…

Ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, mesmo se existisse somente eu no mundo e ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

Só por hoje…

Não terei medo de nada em particular. Não terei medo de desfrutar do que é belo. Não terei medo de crer na bondade.

Papa João XXIII