Rito da comunhão (III)

Reaprender… para viver melhor Reconhecemo-nos como filhos e como irmãos, na oração do Pai-Nosso. Segue-se-lhe, como preparação para participar do mesmo Corpo e Sangue de Cristo, o Gesto da Paz. As palavras de D. António Marcelino são claras e incisivas.

O rito da paz não é um momento de cumprimentos, nem de procura de familiares, amigos e conhecidos. Ali, a família reunida é a da graça, não a do sangue ou da vontade humana. Conhecido ou desconhecido, quem está ao meu lado na celebração, para que o seja também na vida, é sempre meu irmão. O gesto exprime sempre que, vivendo na paz que a todos nos vem de Cristo, queremos ter acesso ao Pão Eucarístico, porque por Ele também nós formamos uma só família ou comunidade de filhos e de irmãos. Exprime o nosso desejo, de todos, de que a Igreja viva na unidade e é, ainda, um sinal visível da nossa mútua caridade.

Devem formar-se as crianças (e os jovens e adultos – acrescentamos nós) a que se habituem a dar a paz ao companheiro que está ao seu lado e a não andar pela igreja à procura dos familiares e a não fazer cortejo para o altar, para trocar com o celebrante o gesto da paz.

É um momento de serenidade, que não deve perturbar a celebração nem desviar a atenção do essencial. É a expressão da “cadeia da paz”, do “cordão da caridade”, antes de comermos da mesma mesa!