“Se todos nos decidirmos a construir o bem comum, na fraternidade, na universalidade, estaremos a erradicar a pobreza e a vencer a discriminação negativa e a exclusão social”, afirmou D. António Francisco, Bispo da Diocese de Aveiro, na palestra que efectuou a convite do Rotary Clube de Aveiro, em que falou sobre compreensão mundial, pobreza e exclusão social.
O prelado aveirense reconheceu que poderia ter feito a sua palestra baseando-se na Antropologia e na Teologia Filosófica, disciplinas que ministrou durante anos enquanto exerceu funções académicas, como também poderia “elaborar uma reflexão original e criativa” sobre a temática da compreensão mundial, da pobreza, da erradicação da pobreza e do combate à exclusão social. No entanto, nesta área temática, “mais do que a voz do Bispo, que também é necessária, se realça a acção dos cristãos”, dando como exemplo o Padre João Gonçalves e outras pessoas presentes no jantar, saudando “o bem que se faz, por exemplo, nas Florinhas do Vouga, na Cáritas Diocesana, nas paróquias da diocese, no Fundo de Emergência Social e no Banco Alimentar Contra a Fome”.
Citando Paulo Pinho que a propósito da pobreza e da exclusão social, tinha dito que “o futuro de alguns está nas nossas mãos”, D. António Francisco realçou que “o futuro de todos está nas mãos de alguns. E, felizmente em Aveiro, está nas mãos certas, de pessoas generosas”.
O Bispo de Aveiro referiu que, como muitos afirmam, o pontificado de Bento XVI ficará dividido em dois períodos: o antes da visita a Portugal, e o período após esta viagem, à qual nenhum português ficou indiferente, independentemente das suas convicções religiosas ou políticas. Tendo bem presente essa visita, D. António Francisco centrou a sua intervenção na forma como compreende o mundo e a sociedade e como vê a pobreza e a inclusão social a partir de dois discursos de Bento XVI em Portugal: “O discurso aos cultivadores da cultura, proferido no Centro Cultural de Belém, e o discurso aos que dirigem trabalho em instituições sociais”.
A finalizar, e depois de realçar o elevado número de voluntários que actuam na Diocese, dos quais cerca de uma centena estão diariamente no apoio directo aos sem abrigos de Aveiro, D. António Francisco afirmou que olha o futuro com esperança. “Com a ajuda de todos é possível erradicar a pobreza e a exclusão social”, declarou.
Cardoso Ferreira
D. António Francisco é “Companheiro Paul Harris”
No Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, o Rotary Clube de Aveiro atribuiu o título de Companheiro Paulo Harris a D. António Francisco, Bispo da Diocese de Aveiro, como reconhecimento pelo seu trabalho em prol da paz e de um mundo melhor, fazendo dele um “embaixador da boa vontade”, já que o combate à pobreza e à exclusão social é um objectivo comum à Igreja Católica e ao movimento rotário mundial, como sublinhou Paulo Pinho, presidente do Rotary Clube de Aveiro.
Rotários apoiam Florinhas do Vouga
O Rotary Clube de Aveiro tem desenvolvido diversas acções e campanhas de apoio aos mais necessitados e de ajuda a quem sofre, de que são exemplos os peditórios do Banco Alimentar Contra a Fome, cuja campanha de Verão decorreu no passado fim-de-semana, e o Banco de Material Paramédico, que uma vez mais atribuiu quatro cadeiras de rodas às Florinhas do Vouga. Esta instituição de apoio social aveirense recebeu parte das receitas do jantar que teve como orador convidado D. António Francisco.
O Padre João Gonçalves, e a maioria da direcção das Florinhas do Vouga, marcaram presença neste jantar rotário.
