Sonhos desfeitos?

Beira-Mar, 0 – Porto, 1 As circunstâncias

Domingo, 24 de Abril; Estádio Municipal de Aveiro/Mário Duarte; 11.751 espectadores; SC Beira-Mar – FC Porto; Árbitro: Duarte Gomes de Lisboa.

Expectativas:

Depois das boas exibições frente ao Sporting e ao Boavista, pairavam no ar várias expectativas. Seria o Beira-Mar capaz de derrotar o campeão em título? Seria o Porto capaz de aproximar-se do Sporting e afastar-se do Boavista?

Grande Equipa!

Depois que Inácio pegou nos comandos do Beira-Mar, a equipa passou a ser aquilo que sempre se esperou dela. Confiante, motivada, personalizada, mostrando o seu valor… Resta-nos esperar que não tenha sido tarde demais.

Dentro do Estádio:

Foi, sem dúvida, um dos melhores jogos disputados no novo Mário Duarte! Emoção, incerteza, alegria, festa!

Dentro de campo:

Os aveirenses apresentaram-se sem medo do Porto. Equipa perso-nalizada, bem arrumada dentro de campo, mostrava que a classificação actual se deveu a alguns erros de casting na escolha dos técnicos! O Porto, por seu lado, mostrou respeito pela equipa da casa, procurando, sempre que possível, chegar ao golo.

Perdidas…

Existe uma máxima no futebol: “Quem não marca arrisca-se a perder”. E foi isto que aconteceu. O Beira-Mar dispôs de várias oportuni-dades de marcar como aquela aos 74 minutos por Beto, que obrigou Baía à defesa da jornada. O Porto, também rematou uma vez ao poste de Srnicek.

E marcadas!

Foi já numa altura em que se pensava que ficava tudo como tinha começado, que Quaresma, num golpe de génio, desfaz o sonho dos auri-negros. Um pontapé cruzado com a parte de fora do pé, põe o Porto a vencer e dá ao resultado um sabor a injustiça.

E agora?

Esta foi uma jornada aziaga para os Beiramarenses. Os seus mais directos adversários, excluindo o Estoril, obtiveram resultados positivos, ficando a manutenção a 7 pontos, quando apenas estão em jogo 12. Tarefa hercúlea, que todos temos de apoiar e acreditar enquanto for matematicamente possível.

Pedro Martins