Uns pingos não estragaram a festa

Milhar e meio de escuteiros em Oliveira do Bairro “É uma festa, a festa dos Escuteiros da Região de Aveiro, e não se esperava outra coisa que não uma festa”, disse ao CV Norberto Correia, chefe regional, visivelmente satisfeito com os quase 1500 escuteiros que no domingo se encontraram em Oliveira do Bairro, para celebrar o Dia de S. Jorge (patrono do escutismo) e, por isso, Dia da Região.

A chuva fez com que a Missa que encerrou o dia fosse celebrada no pavilhão da Escola EB2,3 e levou a que alguns escuteiros tivessem de fugir para um abrigo, deixando o almoço encharcar-se. Mas isso foram apenas “uns pingos”, num dia marcado pela alegria, pelos cânticos ao despique entre agrupamentos, pelo reencontro de amigos, depois do grande Acampamento Regional, em Agosto de 2004.

A parte da manhã foi ocupada com jogos, conforme a típica pedagogia escutista. Uns tinham de montar um “puzzle” com uma capela da cidade, outros passearam em “rally paper” por Oliveira do Bairro e outros, ainda, inspiraram-se na figura de S. Jorge, que, diz a lenda, matou um dragão, para descobrirem modos de matar outros dragões (a figura do mal) nos tempos que correm.

Durante a Eucaristia, o Pe. Manuel Augusto, assistente regional, usou quatro símbolos para transmitir a mensagem cristã: a Bíblia, que é o “livro de instruções para a vida”, um jarro de barro, “porque temos de ser o refresco de que o outro precisa”, um bandolim, “porque quem vem à Eucaristia tem de ser tipicamente alegre”, e uma mochila, “porque a Eucaristia mete coisas na nossa vida para mais tarde utilizarmos”.

Novo Chefe Regional em Julho

A actividade de Oliveira do Bairro foi a última do actual chefe regional. No dia 10 de Julho, vai haver eleições para a Junta Regional, órgão de chefia da Região de Aveiro – corresponde à diocese e congrega 41 agrupamentos, com 3200 jovens e dirigentes – e Norberto Correia já anunciou que não é candidato. No próximo domingo, despede-se da chefia no Conselho Regional (assembleia máxima do escutismo regional, constituído por dirigentes e caminheiros). O actual chefe Regional vê as eleições de Julho como “um momento de mudança. Somos um movimento e os movimentos são feitos de mudança”. Depois de dei-xar a chefia regional, tenciona pôr-se à disposição da nova Junta. “Só as actividade normais já são muito absorventes”, disse ao CV. “É preciso gente para as extraordinárias, como a fundação de novos agrupamentos ou a construção da sede regional. Disponho-me a colaborar nisso, se a nova Junta Regional assim entender”, afirmou Norberto Correia.