Museu da Cerâmica e do Grés da Bairrada

Na antiga fábrica de cerâmica de Oliveira do Bairro A antiga fábrica de cerâmica “Oliveira Rocha”, também conhecida por “Fábrica de Cerâmica de Oliveira do Bairro”, irá acolher o futuro Museu da Cerâmica e do Grés da Bairrada, projecto desenvolvido pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro. Ana Paula Assunção, uma especialista de renome nacional na área da museologia, assina o projecto museológico, enquanto que o arquitecto António Figueiredo, do gabinete “Espaço Objecto”, é responsável pelo projecto de arquitectura.

Divulgar a região bairradina, e a sua ligação ao barro e à cerâmica, é um dos objectivos do futuro museu, que será centrado no imóvel da antiga fábrica “Oliveira Rocha” e em “todo o espólio que há dessa fábrica”, fundada em 1904, e ainda no “papel da cerâmica e do barro nesta região”, revelou Cristina Calvo, chefe de Divisão de Bibliotecas e Museus da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro.

O concurso para a realização das obras de restauro e adaptação da antiga fábrica deverá ser lançado ainda durante o corrente ano, entanto, a câmara municipal já candidatou a adesão do Museu de Cerâmica e do Grés da Bairrada à Rede Portuguesa de Museus.

Cristina Calvo realça o facto de, na zona de exposições permanentes do museu, haver um espaço de trabalho ao vivo, com olaria e forno. A autarquia tem “parcerias com diversas entidades, entre as quais a Universidade de Aveiro, de modo a termos um forno apto a trabalhar permanentemente”, que poderá ser utilizado pelos visitantes e “por escolas, quer ligadas à cerâmica e á engenharia, quer do ensino básico e secundário, tanto da região como de todo o país. Os visitantes podem fazer uma peça, assistir à cozedura da peça e, posteriormente, podem levar a peça que fizeram”. A existência dessa área de “trabalho ao vivo” integra-se nos objectivos da Rede Portuguesa de Museus, que pretende que os museus aderentes sejam “dinâmicos e não estáticos”

A zona funcional do museu terá uma oficina de restauro, para a realização de trabalhos de conservação e restauro, tendo a autarquia “uma pessoa já a trabalhar nessa área”. A responsável pela Divisão de Bibliotecas e Museus prosseguiu, dizendo que o museu vai ter um centro de documentação, onde acolherá “toda a documentação que diz respeito à fábrica Oliveira Rocha. Neste momento, já temos um vasto número de documentos ligados à fábrica, os quais serão digitalizados e estudados, ficando depois esses estudos e digitalizações disponíveis ao público. Esse centro terá uma zona de acesso restrito a investigadores, onde estarão os documentos originais. Já temos contactos de investigadores interessados em estudar essa documentação em poder da câmara municipal”, a qual também abrange empresas de cerâmica e olarias de toda a Bairrada.

O museu será representativo da cerâmica e do grés da região da Bairrada; e terá o apoio de uma Associação de Amigos do Museu, estando também aberto a acolher «doações, empréstimos e depósitos temporários de colecções.