Ano Paulino O tribunal em Cesareia está aberto
Para julgar qualquer delinquente
Que passa a vida a molestar a gente.
No banco está um réu chamado Paulo
Arguido de delito de religião
Por muito repetir: RESSURREIÇÃO,
Palavra nova então muito em voga
Na boca de certos e raros judeus:
Nova forma de dar louvor a Deus !
Veio o Rei Agripa para escutar
Este pregoeiro taxado de “Peste”.
Ora nome do tribuno era Festo.
Paulo falou: uma defesa firme.
Agripa sentiu tanta emoção
Que disse:-“por mui pouco, não me fazes cristão”.
-Prouvera a Deus que quantos aqui estão
Se tornassem também, tal qual eu sou
Exceptuando a prisão em que estou.
Então Festo, em voz, alta exclamou:
-Tu estás louco, Paulo; a muita ciência
Fez um transtorno na tua consciência.
-Não estou louco, ilustríssimo Festo.
E tu, Agripa, já leste as profecias
Que declaram a vinda do Messias?!
(Silêncio!)
-Não encontro neste homem crime algum.
Ele poderia até ser libertado
Se, para César, não tivera apelado.
Como cidadão romano, que ele é,
Tem direito de ser julgado em Roma,
E vai partir num barco que retorna.
Foi assim que Paulo deixou a Judeia
E fez da capital do Império,
Junto com Pedro notável assembleia.
P.e José F. Fernandes
(Relato baseado em Act 24,5)
