O dia foi memorável. Sentiu-se uma Igreja viva, a pulsar de esperança e jovialidade, salutar comunhão de gerações e proveniências diversas, interioridade e exuberância…
Este foi um momento de chegada de muita sensibilização e mobilização, de trabalho consistente de reflexão e vida. Momento de o Espírito dizer à Igreja de Aveiro: com Jesus como timoneiro, ninguém navega à deriva; com o Pai como âncora da Caridade, não há mares encapelados que assustem; com Ele como farol não há caminhos ínvios, nem rotas inseguras.
Foi o Espírito que ali nos conduziu, para vivermos esta nítida experiência de Igreja completa: o Bispo, o mesmo Evangelho, a mesma Eucaristia. O Bispo como bom Pastor, próximo, afável, atento, firme, profético, rasgando nuvens pardacentas para abrir janelas de Esperança. O Povo atento e solícito, sem preconceitos nem barreiras, ao redor do Pastor, mas com a afirmação da sua identidade própria, da sua diversidade de dons e carismas; de coração aberto ao único Evangelho; sentando-se, sem divisões, à volta da mesma mesa eucarística.
Não poderia resultar outra coisa, após um dia tão rico e pleno de alegria, que não fosse a consciência da missão. Cometida expressamente pelo Bispo da Diocese, tão bem simbolizada na largada de pombos, todos a percebemos como a responsabilidade de voltarmos às nossas Comunidades com a obrigação de dizer esta alegria e esperança aos que estão abatidos ou andam distraídos, com o dever de propor este grito de esperança ao mundo, que se revolve em desalento e falta de horizontes.
Nem faltou a forma nova de evangelização, de guitarra ao pescoço e pauta na estante, que nos ajudou a entrar no mistério e nos encheu de entusiasmo para fazer ecoar esses acordes pelos recantos desta Igreja de Deus que vive em Aveiro, desta Comunidade humana à qual somos enviados como sinal erguido, fonte de harmonia e cooperação.
Não foi um Dia da Diocese! Foi um momento marcante para dar vida e calor a todos os dias da Diocese, que é como quem diz, estímulo contínuo para que esta comunhão orgânica cresça em todos os seus membros, se fortaleça em todas as suas articulações.
Foi bom estar no Pavilhão das Feiras! É bom ser Igreja de Aveiro, fazer Igreja em Aveiro, ser fermento de Esperança em Aveiro!
