Dois padres e um leigo recebem o “Nobel” da Teologia

Bento XVI vai entregar amanhã, 30 de Junho, no Vaticano, o Prémio Ratzinger a três teólogos. São eles o padre espanhol Olegario González de Cardedal, o leigo italiano Manlio Simonetti e o monge alemão Maximilian Heim.

O Prémio Ratzinger, atribuído pela primeira vez, mas já apelidado de “Nobel da Teologia”, foi instituído pela recém-criada Fundação Vaticana Joseph Ratzinger/Bento XVI para distinguir o mérito teológico e o papel da teologia na realidade contemporânea. Segundo a imprensa internacional, o prémio inclui cheque de cerca de 60 mil euros (87 mil dólares).

Olegario González de Cardedal, 77 anos, foi professor de Dogmática na Universidade de Salamanca até 2004 e é membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas de Madrid. Entre 1969 e 1979 integrou a Comissão Teológica Internacional. Autor de vasta obra, publicou há semanas uma história da Teologia espanhola do último meio século. Embora admire o pensamento teológico do actual papa, reconheceu em entrevista recente que Joseph Raztinger não está ao mesmo nível que os grandes teólogos do século XX (Rahner, Lubac, Congar, Balthasar).

Manlio Simonetti, 85 anos, é especialista em literatura cristã antiga e patrística. Leccionou na universidade romana Sapienza até 2001 (a célebre universidade onde alguns alunos e professores, em 2008, não deixaram que Bento XVI falasse de Fé e Razão). É sócio de diversas academias e sociedades, destacando-se a Pontifícia Academia de Arqueologia. Em 2000 coordenou a “Enciclopedia dei Papi” (“Enciclopédia dos Papas”).

Maximilian Heim, 50 anos, monge cisterciense desde 1983 e padre desde 1988, é o superior da Abadia de Heiligenkreuz, na Áustria. Apresentou em 2004, em Viena, uma tese sobre o pensamento de Joseph Ratzinger. É professor de teologia fundamental e dogmática em Heiligenkreuz e coordena a publicação integral das obras de Ratzinger/Bento XVI.

J.P.F.