Veículos pesados proibidos de circular no centro de Estarreja

Evitar a SCUT fez o trânsito triplicar na EN109. Câmara de Estarreja veda o centro aos veículos pesados.

A Câmara Municipal de Estarreja proibiu o tráfego de veículos pesados no troço municipalizado da (ex) EN109, na travessia da cidade de Estarreja, sensivelmente entre a Rotunda do Hospital e a Rotunda de acesso ao Eco-Parque.

Foram colocados painéis informativos desta proibição em locais que permitem aos veículos pesados de mercadorias encontrar alternativas nacionais para a circulação (A29, A1, IC2). Ficam de fora deste condicionamento de tráfego os veículos pesados das empresas com sede no concelho e as situações de cargas e descargas.

Durante duas semanas haverá tolerância. Depois, a GNR passa a fiscalizar e multar.

Com a introdução, há um ano, de portagens na auto-estrada A29 “os residentes e utentes são confrontados diariamente com o trânsito intenso na EN109, agravado com os veículos pesados, para além dos problemas de segurança nas intersecções de vias urbanas e a ausência de passeios nesta via” que atravessa cinco centros cívicos: Estarreja, Avanca, Salreu, Canelas e Fermelã, refere a autarquia estarrejense, que prossegue, dizendo que “encontra-se ainda em elaboração de projecto nas Estradas de Portugal, a protocolada construção da Circular à cidade, assegurando uma alternativa não urbana e um novo traçado da EN”.

Quando da introdução das portagens, a Câmara Municipal de Estarreja alertou, através de painéis informativos, que o trânsito a pesados seria passível de ser condicionado na via municipal, não tomando então qualquer decisão, antes iniciando a observação atenta dos impactos.

Os resultados dessa avaliação, que estão na base da medida agora preconizada pela autarquia estarrejense, revelam que o tráfego na região subiu 300% na EN109, tendo havido uma quebra total diária de 47% nas auto-estradas que integram a antiga concessão SCUT da Costa de Prata, registando um desvio diário de 18.564 viaturas dessas vias.

O aumento de tráfego na EN109 teve como consequência o desgaste rápido no pavimento da via e o agravamento das condições de segurança para os peões que nela circulam, bem como a degradação da qualidade de vida devido ao aumento dos níveis de poluição sonora e do ar.