“Sabemos que o Natal é possível mesmo sem a abundância das coisas desejadas e sem o exagero dos presentes esperados de outros tempos. Acreditamos que o Natal é mais necessário neste tempo de acrescidas dificuldades, e que o um Natal assim, despido de tantas coisas desnecessárias, nos reconduz ao interior do presépio do nosso coração e nos faz descobrir os mais belos tesouros de graça, de bondade, de alegria e de fraternidade que a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, nascido em Belém, nos oferece”, afirmou D. António Francisco, na missa a que presidiu na Sé de Aveiro, no dia 27 de Novembro.
Celebrando-se o primeiro domingo do Advento, o Bispo de Aveiro ecoou o “apelo insistente à vigilância”: “O Advento oferece-nos um momento especial para, nesta atitude espiritual de vigilância, percebermos a presença serena e silenciosa de Deus e a sua proximidade afectiva e efectiva junto de cada um de nós”. “Quem prepara o Natal de Jesus e se dispõe espiritualmente para O acolher no seu coração, fazendo do coração o melhor dos presépios, não pode deixar de viver como Ele viveu e de amar e servir os irmãos como ele amou e serviu”, disse.
Relacionando o tempo litúrgico com a pastoral diocesana, centrada na família, D. António Francisco convidou: “Vamos aprofundar na escola do presépio os desafios da palavra de Deus; propomo-nos fazer em cada dia uma releitura dessa mesma Palavra, aplicada a cada uma das nossas famílias; desejamos inspirar-nos diariamente na Bíblia para rezarmos em família. Ao iniciarmos o presépio, neste primeiro domingo do Advento, olhamos para a Família de Nazaré, erguendo a casa onde ela se vai acolher. A Família de Nazaré baseia-se e funda-se na rocha firme do amor. É aí que começa o presépio, depois, claro está, da amorosa iniciativa de Deus, de escolher Maria e José, para serem a família terrena de Jesus. É, assim também, ao serviço do amor primeiro para com Deus e deste amor igual para com os nossos irmãos, que, nós cristãos, estamos chamados a viver”.
J.P.F.
