Arqueologia, arquitectura, biografia, construção naval, emigração, genealogia, entre outros assuntos de carácter histórico, integram o n.º 5 da “Terras do Antuã”.
Na sessão de apresentação do número 5 da “Terras de Antuã – Histórias e Memórias do Concelho de Estarreja”, o presidente da Câmara Municipal de Estarreja, José Eduardo de Matos, sublinhou que a revista é a “afirmação de uma história que teve muitos autores, co-autores, imensos intérpretes”.
O historiador Delfim Bismarck, director da revista, realçou a diversidade dos temas tratados, “que vão desde a arqueologia, passado pela arquitectura, arquivística, biografia, construção naval, emigração, genealogia, heráldica, entre outras”, tal como acontece com a sua cronologia “que vai da proto-história à contemporaneidade”.
O destaque deste número de “Terras do Antuã” vai para D. Luciana Augusta de Sousa Abreu Freire, irmã do Prof. Egas Moniz, e para o artigo assinado por Rosa Maria Rodrigues sobre o papel das mulheres na vida de Egas Moniz: a irmã, a mãe, Maria do Rosário Abreu, e a mulher, Elvira Macedo Dias.
Ana Maria Lopes, investigadora de temas marítimos e antiga directora do Museu Marítimo de Ílhavo, escreve sobre o navio bacalhoeiro “Maria das Flores”, construído em 1946 no Bico da Murtosa, pelo construtor de Pardilhó José Maria Lopes de Almeida.
Outro destaque desta edição é o que se julga ter sido o último texto da autoria do escritor estarrejense Joaquim Lagoeiro (falecido a 11 de Março), datado de 31 de Janeiro de 2011, e dedicado a João Carlos de Assis Pacheco Pereira de Melo, que Joaquim Lagoeiro considera o “Fundador de Estarreja”.
O lançamento do n.º 5 da “Terras do Antuã” (custa 6 euros), no dia 19 de Novembro, assinalou a comemoração do 492.º aniversário da atribuição do Foral de Antuã.
C.F.
