Refugiados são realidade escondida

O Serviço Jesuíta aos Refugiados de Portugal (JRS) promoveu o ciclo “Muros que nos separam”, assinalando o Dia Mundial do Refugiado, que se comemorou no passado domingo. O ciclo teve lugar na passada sexta-feira, no Centro Universitário Padre António Vieira, em Lisboa. Segundo o interveniente Philip Amaral, da JRS Europa, “a forma mais habitual de tratar o problema dos refugiados é colocando-os em centros de detenção ou instalação, muitas vezes sem qualquer tipo de assistência, sem saberem quando vão ser libertados ou contactar com a família, sujeitos a um isolamento que, em muitos casos, resulta em graves problemas de saúde, principalmente a nível psicológico”.

Para André Costa Jorge, director da JRS Portugal, esta é uma realidade muitas vezes escondida aos olhos do público. O objectivo desta iniciativa foi “trazê-la para debate”. A JRS Portugal, em parceira com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e a Organização Internacional das Migrações, está a acompanhar a Unidade Habitacional de Santo António, um centro de detenção no Porto, por onde passaram no ano passado cerca de 250 migrantes irregulares e requerentes de asilo.

Há cerca de 40 milhões de deslocados em todo o mundo.