Assim na terra como no céu

Ponta de Lança A destruição progressiva do céu, o que paira sobre as nossas cabeças, bem entendido, e da terra, dos recursos que temos e do que colateral suporta a nossa subsistência, quer no cultivo dos elementos da nossa alimentação quer nos lençóis de água potável que sustentam o mundo vegetal, essencial para a produção de oxigénio e consumo de dióxido de carbono, está novamente na ordem do dia.

Cerca de duas centenas de países, entre os mais poluidores do planeta, aceitaram um acordo, em Durban, na África do Sul, que acalentará alguma esperança no efetivo compromisso de alteração do que polui, consome, destrói a nossa “casa comum”.

É por esta bipolarização de razões, as dificuldades no entendimento por motivos mesquinhos de lucro e ganância de alguns, por um lado, e a continuação evidente da degradação do que nos rodeia, por outro, que temos de apelar constantemente ao Criador, “ venha a nós o Vosso reino, assim na terra como no céu”. Porém, como as coisas estão no céu, que é visível, será necessário alterar algumas páginas das escrituras. A terra e o céu estão perdidos se não houver intervenção superior. Acabam por estar perdidos já, assim como na eternidade. Por força do pecado de agora não terão remissão futura.

Os novos pecados capitais “entram pelos olhos dentro”. Quatro dos sete estão comprometidos, a poluição do meio ambiente: a poluição do ar, água e solo trazem prejuízos sérios ao meio ambiente e à saúde das pessoas; o agravamento da injustiça social: o capitalismo criou, em muitos países, uma má distribuição de renda, deixando à margem da sociedade grande parcela da população (os excluídos sociais); a riqueza excessiva: o capitalismo favoreceu a concentração de lucros, muitas vezes, de forma excessiva. Algumas pessoas concentram biliões de dólares, enquanto outros, não têm sequer o que comer; a geração da pobreza: a pobreza e a miséria estão espalhadas pelo mundo. Cometem este pecado os que contribuem para a geração destas condições sociais.

Se o apelo da sobrevivência não é suficiente para estancar esta corrida para a morte anunciada; se o poder da diplomacia não é garante suficiente para mobilizar a razão;… o que falta?

A mentira de uns tantos, os mesmos que nos estão a fazer pagar a crise (EUA, China, Índia, em particular), a hipocrisia de outros (como o Canadá que acaba de se abstrair do compromisso com o argumento de birrinha de infantário, “os outros não cumprem, eu também não”) e a nova escravatura (“desenvolvimento” e “melhoria das condições de vida”?!) do consumo, de um simples computador como este Toshiba, fazem o resto, completam a nossa condenação!

Desportivamente…

…pelo desporto!