Na rede A casa é uma construção de cimento e tijolos; o lar é uma construção de valores e princípios.
A casa é o nosso abrigo das chuvas, do calor, do frio; o lar é o abrigo do medo, da dor e da solidão.
A casa é o lugar onde as pessoas entram para comer, dormir, usar a casa de banho. É onde temos pressa para sair e a cujo lugar adiamos a hora de voltar. O lar é o lugar onde os membros da família anseiam por estar, onde refazem as suas energias, alimentam-se de afeto e encontram o conforto do acolhimento. É onde temos pressa de chegar e de cujo lugar adiamos a hora de sair.
Numa casa criamos e alimentamos problemas; o lar é o centro de resolução de problemas.
Numa casa moram pessoas que mal se cumprimentam e se suportam; num lar vivem companheiros que, mesmo na divergência, se apoiam e nas lutas se solidarizam.
A casa é local de dissensões, conflitos, discórdia…; no lar as dissensões e os conflitos, existindo, servirão para esclarecer e engrandecer.
Numa casa são indiferentes para os nossos valores; no lar sonhamos juntos.
Numa casa há azedume e desvinculação; num lar sempre há lugar para a alegria.
Numa casa nascem muitas lágrimas; num lar plantam-se sorrisos.
A casa é um nó que oprime, sufoca; o lar é um ninho que aconchega.
Se ainda mora numa casa, é urgente transformá-la num lar.
Texto de Abigail Guimarães, inspirado numa reflexão de Alba Magalhães David. Circula como apresentação por correio electrónico. Adaptado pelo CV.
