D. António Francisco deu posse ao primeiro Concelho Económico Pastoral. A visita terminou sem novidades quanto à futura capela da Vagueira.
“Uma visita pastoral conclui-se no termo da presença do Bispo no meio da comunidade, mas não termina aqui nem agora. Inicia-se agora uma etapa nova com desafios pastorais renovados e com prioridades de missão reafirmadas, que a todos confio, sentindo que o Conselho Económico Pastoral agora criado pode ser instância impulsionadora da renovação e do dinamismo pastoral com que todos sonhamos”, afirmou D. António Francisco à comunidade da Gafanha da Boa Hora, no domingo, 15 de janeiro.
Na celebração que concluiu a visita pastoral, o Bispo de Aveiro deu posse ao primeiro Conselho Económico Pastoral, órgão de extrema importância para a pastoral e finanças da paróquia. Lembrando que é a paróquia com mais população a seguir à sede do concelho, Vagos, D. António Francisco realçou a necessidade de acolhimento: “Urge intensificar a nossa atenção às realidades novas da nossa terra, abrindo a Igreja cada vez mais a quantos aqui vivem, aqui estudam (e são centenas de jovens) ou por aqui passam em tempo de descanso, de férias e em época de verão, e àqueles e são tantos que aqui regressam depois de muitos anos vividos longe em países de emigração”. Apelou também ao “acolhimento aos mais novos e jovens”, numa provável alusão à Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos (EPADRV), com cerca de meio milhar de alunos, que visitou.
O Bispo de Aveiro saudou especialmente a Comunidade Religiosa das Irmãs de S. José de Cluny, em quem assenta muito do trabalho pastoral, que vivem na Gafanha da Boa Hora “a radicalidade da sua vocação e a beleza da entrega das suas vidas ao serviço de todos”.
Num balanço da visita feito a este jornal, o P.e José Fidalgo, pároco, realçou o contacto do Sr. Bispo com os doentes e com os pais das cerca de 200 crianças e jovens da catequese. Sublinhou, por outro lado, que a visita apelou à “vivência evangélica e não ritualista da fé”. “É preciso refontalizar no Evangelho”, rematou.
Sobre a construção de um espaço de culto na Praia da Vagueira, pedido pelo lugar mais populoso da freguesia, o pároco disse que foi um “assunto falado” durante a visita. “Está a ser pensado em clima de serenidade. Os passos têm de ser bem dados. Não se pode benzer pedras para depois nem se saber onde estão”, disse.
J.P.F.
