Fitas ou laços… Como vives a tua sexualidade?

“Fitas ou Laços… Como vives a tua sexualidade?”, foi o tema do segundo Encontro de Formação e Animação Teológica e Humana (EFATHA II), que contou com a presença e participação de trinta e dois animadores. Ao longo do dia a Irmã Margarida Ribeirinha, das irmãs Doroteias, desafiou-nos a escrever e a pensar sobre um tema que tem vindo a ser motivo de especial atenção ao longo dos últimos anos. Deixamos algumas reflexões.

Chamados à vida por amor

A Questão do Princípio (Gen1, 26-27). Deus criou o homem e a mulher por amor… e é esta a certeza que trazemos marcada em todo o nosso ser. Ninguém nasce por acaso. Todos somos chamados à vida por amor… e Deus chama-nos pelo próprio nome.

O perigo de vivermos

como se fôssemos coisas

Coisificamo-nos a nós mesmos pela dificuldade de aceitarmos o transcendente na nossa existência… “Coisificarmo-nos” é vivermos como se fôssemos coisas… É deixar que os outros nos tratem como coisa que se usa ou esquece consoante os gostos… É não nos darmos a nós mesmos o valor que Deus nos dá… a totalidade da nossa vida… para sermos verdadeiramente nós mesmos.

Eu sou mais

do que o meu corpo

O amor em Deus nunca é proibido, desde que seja o verdadeiro amor. Eu sou muito mais que o meu corpo e não me fico no possuir do meu corpo. Por isso, tudo o que toca o meu corpo que me torna feliz, ou tudo o que toca e me faz viver vazio toca todo o meu ser, para um lado e para o outro.

É preciso discernir

Tudo nos é permitido, mas nem tudo nos convém. Aqui entra uma coisa a que chamamos discernimento. Escolher o quê? Quando toda a gente segue por outros caminhos? Porquê outras opções? A sexualidade coincide com a nossa identidade. Por isso, a importância de nos questionarmos e fazermos estas perguntas: Quem és tu?; Eu tenho um corpo?; Eu sou um corpo?”.

Cuidar é opção

Cativar alguém não é uma arte… é dom. Cuidar essa relação de Amizade é uma opção de Vida.

Deixamos o desafio de ao longo da vida questionar, refletir sobre quem somos e quais as opções e caminhos que queremos seguir. Só assim será possível viver uma verdadeira sexualidade e uma verdadeira identidade.