Papa apela à defesa da vida humana

Bento XVI saudou os jovens que defendem a vida. Na proximidade do Dia do Doente, afirmou que fé é uma “atitude decisiva e de fundo” para enfrentar a doença.

Bento XVI apelou à defesa da vida humana, “em todas as fases e condições da existência”, associando-se à jornada convocada pelos bispos italianos, por esta causa. “A verdadeira juventude realiza-se no acolhimento, no amor e no serviço à vida”, disse o Papa, após a oração do Angelus, desde a janela do seu apartamento, sobre a Praça de São Pedro, no domingo passado.

A iniciativa da Conferência Episcopal Italiana teve como tema, este ano, “Jovens abertos à vida”. Ainda com vestígios da neve que caiu sobre o Estado do Vaticano, membros das associações “Jovens por Roma” e “Salva mamãs” fizeram um cordão humano, para assinalar a jornada pela vida.

Bento XVI saudou, por outro lado, o encontro promovido este sábado pelas escolas de Obstetrícia e Ginecologia das universidades romanas, dedicado ao tema “Promoção e tutela da vida humana nascente”.

Dia Mundial do Doente

Na catequese e saudações que pronunciou em várias línguas, o Papa antecipou a celebração do Dia Mundial do Doente, a 11 deste mês, frisando que “as doenças são um sinal da ação do Mal no mundo” e que, nos Evangelhos, “a libertação das doenças e enfermidades constituiu, juntamente com a pregação, a principal atividade de Jesus”.

“Continua a ser verdade que a doença é uma condição tipicamente humana, na qual experimentamos fortemente que não somos autossuficientes, mas temos necessidade dos outros”, acrescentou, pelo que a mesma “pode ser um momento salutar, paradoxalmente, no qual se pode experimentar a atenção dos outros”.

Bento XVI admitiu, contudo, que a doença pode ser uma “prova” longa e que quando a cura não surge a existência “deprime-se e desumaniza-se”, como um “ataque do Mal”. A resposta, precisou, passa pelos “tratamentos adequados” que os avanços “gigantes” da medicina proporcionam, mas sobretudo com “fé em Deus, na sua bondade”. O Papa assinalou que essa fé é uma “atitude decisiva e de fundo” para enfrentar a doença, rezando em particular “pelas situações de maior sofrimento e abandono”.

“Façamos também nós como as pessoas do tempo de Jesus: espiritualmente, apresentemos-lhe todos os doentes, confiantes de que Ele pode e quer curá-los”, pediu.