Beira-Mar 2 – Setúbal 3 Na luta com um concorrente direto para a manutenção, o Beira-Mar saiu derrotado. O treinador Rui Bento demitiu-se. Entra Ulisses Morais.
Circunstâncias
Estádio Municipal de Aveiro; domingo, 26 de fevereiro; Beira-Mar 2 (Balboa 74’; Zhang 85’) – Vitória de Setúbal 3 (Targino 14’; Bruno Amaro 28’; Ney Santos 55’); Árbitro: Rui Costa (AF Porto); cerca de 1500 espetadores.
Fim de linha
Em jogo disputado no último domingo no Estádio Municipal de Aveiro, os aveirenses averbaram mais uma derrota na Liga Zon Sagres e logo frente a um adversário direto pela manutenção, já que o Vitória de Setúbal veio a Aveiro ocupando um dos últimos lugares da tabela classificativa, mas, com espírito guerreiro e grande carácter, alcançou a vitória e levou os três pontos para terras do Sado. Respira agora um pouco melhor acima da linha de água. Este facto, aliado às fracas exibições praticadas pela equipa auri-negra e à ausência de vitórias, a última data de dezembro do ano passado, na Mata Real (3-0 com o Paços de Ferreira), originou o fim de linha para Rui Bento, após um ano ao leme da equipa de Aveiro.
Início nervoso
e sem ideias
O jogo iniciou-se com os aveirenses a denotarem muita apatia e pouca agressividade na disputa e construção de jogadas que levassem perigo à baliza contrária. O mesmo não aconteceu com os visitantes, que cedo mostraram para o que vinham e o golo da vantagem, ou melhor, os golos da vantagem não se fizeram esperar, pois à entrada do primeiro quarto de hora Targino fugiu a um defesa do Beira-Mar na linha lateral e na quina da área rematou cruzado, sem hipóteses de defesa para Rui Rego. Pouco tempo tinha passado e já os visitantes chegavam ao 2-0 por intermédio de Bruno Amaro, que aproveitou da melhor maneira uma confusão na grande área dos da casa e, de primeira, rematou na cara do guarda-redes aveirense que, mais uma vez, foi impotente para suster o golo sadino. Após esta entrada de rompante dos comandados de José Mota, a equipa aveirense reagiu e conseguiu ficar em superioridade numérica, depois de Jorge Gonçalves ser expulso por acumulação de cartões amarelos, passando a partida a ter sentido único, porém, faltou mais criatividade e explosão aos homens mais adiantados do Beira-Mar para chegarem ao golo que lhes permitisse relançar a partida.
Golpe fatal
na armada aveirense
A segunda parte começou com um Beira-Mar mais atrevido na frente de ataque, mas seria uma vez mais o Vitória de Setúbal a chegar ao golo, por intermédio de Ney Santos, que desferiu um golpe fatal na armada aveirense, concluindo da melhor forma uma jogada rápida do contra-ataque sadino. Este golo surgiu contra a corrente do jogo e com os aveirenses reduzidos momentaneamente a dez unidades, por lesão de Pedro Moreira, que tinha saído, aguardando Nuno Lopes a entrada em campo. Os auri-negros ainda esboçaram uma reação enérgica, com golos de Balboa e Zhang. O empate só não chegou porque o defensor setubalense cortou na linha de baliza um remate de Nildo que levava selo de golo.
Final antecipado
O jogo, considerado por muitos como uma das principais finais para o Beira-Mar na luta pela manutenção, chegou ao fim, infelizmente com um final já antecipado desde início por quem assistiu ao desenrolar da partida: mais uma derrota caseira para os aveirenses. Exigia-se da equipa auri-negra um comportamento mais assertivo e contundente, mas este não veio ao de cima. A ausência de ideias, a ansiedade e o nervosismo tomaram conta da equipa, que está numa posição cada vez mais delicada na tabela classificativa.
João Paião
