Na sua habitual catequese dominical, Bento XVI referiu que “a violência nunca serve a humanidade” e que, pelo contrário, a “desumaniza”.
O Papa comentava no último domingo uma passagem do evangelho em que Jesus expulsa os vendedores do Templo de Jerusalém, afirmando que o episódio “foi interpretado num sentido político-revolucionário”, visão que considera incorreta.
Os judeus, assinalou, “esperavam um Messias que libertasse Israel do domínio dos Romanos”, mas Jesus não corresponde a essas expectativas, “tanto que alguns discípulos o abandonaram e Judas Iscariotes o traiu”. “É impossível interpretar Jesus como alguém violento: a violência é contrária ao Reino de Deus, é um instrumento do anticristo”, declarou.
Saudando os presentes, em várias línguas, Bento XVI convidou os católicos a renunciaram às “obras do mal”, mudando “hábitos” e “comportamentos”.
O Papa deixou uma “calorosa saudação” aos peregrinos de língua portuguesa: “Que a prática do jejum, da esmola e da oração vos ajude a experimentar a presença misericordiosa do Senhor que é a fonte da verdadeira saúde para todo homem e para o homem todo”.
Bento XVI lembrou ainda as vítimas provocadas pela passagem do ciclone ‘Irina’ em Madagáscar, que deixou cerca de 70 mortos e 80 mil desalojados na maior ilha africana.
