De 18 a 26 de fevereiro, alunos das escolas secundárias, Dr. Jaime Magalhães Lima (ESJML), José Estevão (ESJE), Homem Cristo (ESHC) e Mário Sacramento (ESMC), acompanhados por um grupo de professores, foram à comunidade de Taizé. A atividade, que decorreu no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, teve bastante adesão, já que o grupo de Aveiro era o segundo maior de Portugal, numa semana, a de Carnaval, que habitualmente é muito concorrida.
A comunidade ecuménica de Taizé, na localidade francesa com o mesmo nome, foi fundada pelo irmão Roger em plena II Guerra Mundial. Hoje, e desde já há alguns anos, Taizé é procurada por jovens e pessoas de todas as idades, que ali encontram tempo e espaço de reflexão, partilha comunitária e convívio.
Esta semana foi, sem dúvida, um marco na vida de todos estes jovens que ousaram viver algo diferente. Como prova disso mesmo aqui ficam excertos de alguns testemunhos. M.M.
Taizé muda-nos!
“Adorei ter ido a Taizé. Lá, aprendi a viver. A viver de uma maneira simples, mas feliz. É muito enriquecedor o facto de convivermos com pessoas de outras culturas e de podermos partilhar os nossos pensamentos. Em Taizé tive momentos para me rir, para me divertir, para cantar, para rezar, para refletir, para pensar, para brincar, para comer (o que nem sempre gostava), para servir o outro, para ajudar, para ser EU. Na viagem de regresso, só pensamos se poderíamos voltar para trás. Apesar de à primeira vista parecerem o habitual, os jovens aveirenses chegaram com uma nova felicidade e um novo pensamento: Taizé muda-nos!”.
Joana Melo, ESJML
As refeições não eram
muito boas, mas…
“Taizé foi uma experiencia única, nunca antes vivida, para mim foi um momento de grande convívio com outras pessoas. As refeições não eram muito boas, podiam ser melhores, mas eu não me queixei muito porque fez-me pensar nas pessoas que passam fome. Aqueles pratos de que eu não gostava muito, para elas, seriam uma refeição excelente”.
Nuno Figueira, ESJML
Dependermos uns dos outros faz-nos crescer
“Taizé serve para nos recordar, a nós, sociedade tremendamente materializada, de que somos capazes de viver apenas com pequenas coisas, decerto para nós insignificantes, mas que têm uma utilidade única na comunidade. O horário criado em Taizé está de tal maneira bem feito que faz com que os seus visitantes dependam uns dos outros: é isto o que nos faz crescidos! Desde as reflexões bíblicas aos ensaios dos cânticos, dos workshops às próprias orações, quem vai a Taizé tem de se sentir preparado para começar uma nova rotina, e desta vez, de mãos dadas com a comunidade. Não é difícil, mas carece de trabalho”.
Rui Lopes, ESJE
Temos vontade
de cantar o dia todo
“Taizé foi uma das melhores experiências que já tive! Taizé superou as minhas expectativas! Toda aquela união, partilha, amor, convívio e paz que se vive não se explica, sente-se! E as orações ? Em Taizé, as orações são basicamente cânticos, o que as torna únicas. Os cânticos ficam logo na cabeça e só temos vontade de os cantar o dia todo. A reflexão também foi muito importante em todos os aspetos. Deu para refletir sobre várias coisas e orar por aqueles que mais amo! Em Taizé, podemos ser tudo e mais alguma coisa, não há distinções, somos todos iguais, únicos e especiais. Taizé é a prova viva de que as pequeninas coisas nos fazem sorrir, de que não precisamos de “luxo” para sermos felizes ou para nos sentirmos melhor. Não importa o local, não importa o que temos, importa sim o que vai na alma de cada uma, importa com quem estamos e importa o que estamos a viver naquele momento, o resto é secundário! Taizé é uma experiência que toda a gente tem de viver!”
Ana Rita, ESJE
