Luz acendeu tarde para os aveirenses

Benfica 3 – Beira-Mar 1 Circunstâncias:

Estádio da Luz, sexta-feira, 16 de março de 2012; Benfica 3 (Cardozo 26’, 47’; Gaitán 44’) Beira-Mar 1 (Cássio 90’); Árbitro: Manuel Mota (AF Porto); Espetadores: 34.000.

Demonstração

de carácter combativo

Em jogo disputado na passada sexta-feira, a equipa do Beira-Mar saiu derrotada da deslocação ao Estádio da Luz. Apesar da demonstração de carácter combativo e personalidade bem definida ao longo da partida, a equipa de Aveiro não conseguiu dar sequência ao triunfo obtido na jornada anterior, em Aveiro, sobre o Gil Vicente, e averbou mais uma derrota nesta edição da Liga Zon Sagres.

Início sem medos

Apesar de ter tido um início de jogo complicado, muito por causa da forte entrada do Benfica, que ao ter tido muita posse de bola nos minutos iniciais cedo ameaçou a baliza de Rui Rego, o Beira-Mar aguentou bem a pressão durante quase meia hora. Perto dos 30 minutos de jogo, os encarnados chegam ao golo, por intermédio de Cardozo. No entanto, a desvantagem não inibiu os aveirenses, que apostaram em lances de contra-ataque, falhando apenas na sua conclusão. Apesar da coesão e consistência defensiva, os auri-negros sofreriam novo revés, diga-se golo, apontado por Gaitán, já perto do intervalo, após um desequilíbrio individual da defesa do Beira-Mar, que permitiu assim aos da casa ampliar a vantagem para 2-0 antes do intervalo.

Começar a segunda etapa

como acabou a primeira

A segunda parte começou como terminou a primeira, ou seja, com o Beira-Mar a sofrer um golo, o terceiro. Após perda de bola no ataque auri-negro, o Benfica lançou um rápido contra-ataque, apanhando a defesa aveirense descompensada, o que facilitou a tarefa aos atacantes encarnados, que perante um Rui Rego desamparado, ampliaram a vantagem para números já algo exagerados. Apesar da carga psicológica negativa que um resultado desfavorável de 3-0 pode provocar numa equipa, para mais em pleno Estádio da Luz, o Beira-Mar demonstrou ter bastante fibra e raça, pelo que nunca se deu por vencido. A partir desse momento conseguiu ter mais posse de bola e procurou materializar a vantagem em golos, de modo a discutir o resultado final.

Pequena recompensa

A raça, a fibra e o crer demonstrados ao longo dos 90’ pela equipa do Beira-Mar foram parcialmente recompensados pela obtenção do golo de honra, já ao cair do pano, por intermédio de Cássio, que finalizou com êxito uma bela iniciativa do ex-encarnado Balboa. Costuma-se dizer que a última imagem é sempre aquela que fica na cabeça das pessoas e, se assim for, os aveirenses ainda podem ter uma palavra a dizer nesta Liga, visto que, com esta atitude guerreira de acreditar permanente e espírito renovado de equipa, os agora pupilos de Ulisses Morais podem ainda amealhar, nas 7 jornadas que faltam, os pontos necessários para se manterem na principal Liga de Futebol em Portugal. A conquista começa já no próximo domingo, na receção ao Nacional da Madeira.

João Paião