Águeda acolheu mais de dois mil escuteiros

Mais de 2200 escuteiros rumaram a Águeda, no dia 29 de abril, para comemorar o dia de S. Jorge (23 de abril), patrono do escutismo.

A festa do escutismo regional fez-se sob o signo da mudança. Imaginando que estavam no ano 2141, num mundo completamente destruído e sem valores, os escuteiros regressaram a 2012 para descobrir o que deveriam fazer para que o mundo futuro não fosse assim tão mau. No início do encontro, atravessaram um túnel de luzes e fumo e “entraram” ao ano atual. Depois, seguiram-se as atividades de descoberta dos valores que devem ser vividos para que o mundo fique um pouco melhor, como desejou o fundador do escutismo, Baden-Powell.

No final do encontro, Manuel Santos, chefe regional, congratulou-se com o decorrer da atividade: “Vejo os escuteiros, jovens e dirigentes, supermotivados. Pela forma como estão todos, percebe-se isso”. Por forma entenda-se: cânticos, animação, danças, coreografias, gritos. Nos momentos finais, no mercado municipal de Águeda, antes da entrega de prémios e das palavras finais, o ambiente era, de facto, de grande alegria, depois dos jogos, em pequenos grupos, pela cidade, num dia de muitas ameaças e pouca chuva. Ainda bem.

Nas palavras finais do encontro, antes do cântico de despedida, José Carlos Santos, chefe do Agrupamento de Águeda, realçou a dedicação com que o seu agrupamento, anfitrião, preparou o dia. Manuel Santos, por seu turno, apelou ao empenho das diversas secções, dos lobitos, centrados na alegria, aos mais velhos, os caminheiros – “os mais novos estão de olhos em vocês!” O chefe regional recordou que na celebração da missa, ao final da manhã, o P.e Júlio Grangeia afirmara que “o pastor é aquele que conhece as ovelhas”. Trata-se de um princípio aplicável a todo o dirigente escutista, que é, principalmente, educador cristão. Manuel Santos, no momento final, convidou todos os escuteiros a participar na festa diocesana das famílias, que está marcada para Calvão, Vagos, no dia 20 de maio.

Obras na nova sede começam em breve

A tão ansiada sede da Região de Aveiro do Corpo Nacional de Escutas deverá começar a ser construída em breve. Antes do próximo Conselho Regional (assembleia de dirigentes e caminheiros que é o órgão máximo do escutismo a nível diocesano), a 6 de maio, a Junta Regional vai abrir as diversas propostas das empresas de construção civil e escolher a que oferecer garantias de iniciar a obra no mais breve prazo. Esta é uma das condições para selecionar o vencedor, conforme revelou Manuel Santos, chefe regional.

A nova sede será construída junto ao Mercado Municipal de Santiago e custará cerca de seiscentos mil euros. Para atividades, formação, reuniões e venda de material escutista, estará ao serviço de mais de três mil escuteiros da Região de Aveiro.