Bento XVI considerou que cultura, voluntariado e trabalho constituem “um trinómio indissolúvel do empenho quotidiano do laicado católico”. O Papa recebeu na Aula Paulo VI, no Vaticano, no sábado passado, vários milhares de leigos pertencentes a três movimentos laicais italianos, que celebram aniversários da respetiva fundação, todos eles graças ao interesse pessoal de Paulo VI.
Celebrar estes aniversários – observou Bento XVI, nas palavras que lhes dirigiu – são uma “oportunidade para repensar o próprio carisma com gratidão e também com um olhar crítico, atento às origens históricas e aos novos sinais dos tempos”, revela o sítio da Rádio Vaticano. O Papa sublinhou ainda que é na “família o primeiro lugar onde se faz a experiência do amor gratuito” e quando tal não sucede, esta “desnatura-se, entra em crise”. Ao falar da gratuidade, Bento XVI referiu que esta “não se adquire no mercado, não se pode impor por lei”, mas “tanto a economia como a política têm necessidade da gratuidade, de pessoas capazes de dom recíproco”.
Bento XVI recebeu o Movimento Eclesial da Empenho Cultural, que surgiu em 1932 a partir de núcleos de universitários católicos, de que era capelão o então padre João Batista Montini; a Federação de Organismos Cristãos de Serviço Internacional de Voluntariado, que celebra 40 anos de criação, juntamente com o Movimento cristão dos trabalhadores, ambos surgidos em 1972, com o impulso do Papa Montini.
