“Olhando para os políticos, verificamos que não se procura a igualdade”, afirmou D. Jorge Ortiga na missa final do Festival Jota.
O arcebispo de Braga pediu aos jovens para serem mais ativos na resolução das suas dificuldades e acusou os políticos de não atenuarem os desequilíbrios sociais, durante as intervenções que proferiu no Festival Jota.
Na homilia da missa de encerramento da iniciativa, celebrada este domingo no Parque da Ponte, D. Jorge Ortiga frisou que “rir não resolve nada”, pelo que “a solução é sempre pensar”, refere a edição de segunda-feira do “Diário do Minho”.
O responsável da Igreja em Portugal pelos organismos de apoio social acrescentou que conhece “a realidade do desemprego”, os “dramas familiares” dos jovens e “tantos outros problemas” da juventude, tendo salientado que “o bem comum vale mais do que o bem individual”.
Na intervenção que proferiu sexta-feira, na abertura oficial do festival centrado na música de inspiração cristã, D. Jorge Ortiga afirmou que “jovens de braços cruzados, a lamentar-se e a atribuir as culpas aos outros, não resolvem absolutamente nada”, revela a edição de domingo do jornal da arquidiocese bracarense.
“O que importa é que participeis ativamente, aqui neste festival, e também pela vossa vida fora, ajudando a construir uma Igreja que esteja do lado dos jovens permanentemente”, apontou o prelado, que acrescentou: “Eu acredito em vós e sofro muito com os problemas da juventude”.
Na missa de domingo D. Jorge Ortiga criticou os partidos, que não se preocupam com os desequilíbrios sociais e económicos da população: “Hoje, olhando para os políticos, verificamos que não se procura a igualdade”.
“Quando nós verificamos que neste momento de crise os políticos não são capazes de encontrar o mínimo de convergência para trabalhar à procura de uma solução, nós teremos de nos empenhar de mãos dadas”, vincou na homilia, recolhida pela Rádio Renascença.
No estádio 1.º de Maio, em Braga, onde decorreram os concertos do festival organizado pela Igreja Católica, foram instalados dois palcos, uma tenda de oração, um insuflável e espaços temáticos que acolheram as cerca de 1900 pessoas que passaram pelo recinto, segundo estimativa do coordenador da Pastoral de Jovens da arquidiocese.
No final da missa o diretor artístico do festival anunciou que a banda “Somos Um”, da paróquia de Fátima, na diocese de Leiria-Fátima, foi considerada o grupo revelação entre as bandas que atuaram no evento.
Ecclesia / CV
Regresso às origens em 2013
O próximo Festival Jota vai realizar-se de 19 a 21 de julho de 2013 na freguesia de Paul, Serra da Estrela. A sexta edição do evento regressa ao local onde em 2007 se realizou pela primeira vez, a 20 km da Covilhã, na Diocese da Guarda. Recorde-se que foi em S. Jacinto, em 2009, que este evento dedicado à música juvenil de inspiração cristão se realizou pela primeira vez fora do local de origem.
Já se refletiu sobre as próximas
Jornadas Mundiais da Juventude
O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ) aproveitou a passagem de milhares de jovens pelo Festival Jota, em Braga, para promover um workshop sobre a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Para o P.e Eduardo Novo, a adesão dos mais novos ao atelier revelou que já há uma boa “capacidade de caminho”, rumo à JMJ do Rio de Janeiro, que será um convite à descoberta de Deus e de cada um. “A JMJ tem de facto este dom de nos unir mas sobretudo de cada um fazer esta experiência pessoal e comunitária de encontro com Cristo”, salientou.
O lema da JMJ 2013, que vai decorrer de 23 a 28 de julho de 2013, é “Ide e fazei discípulos de todos os povos”, expressão baseada no evangelho segundo São Mateus.
