Igreja e jornalistas debatem silenciamentos

Secretariado Nacional das Comunicações Sociais revela conferencistas das Jornadas Nacionais marcadas para 27 e 28 de setembro.

O silêncio e os silenciamentos nos media constituem um dos temas em debate nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social, que a Igreja Católica promove a 27 e 28 de setembro, em Fátima. O encontro, que decorre no Seminário do Verbo Divino, vai ser aberto pelo presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Pio Alves, bispo auxiliar da Diocese do Porto.

No primeiro dia, após intervenção de D. Nuno Brás, bispo auxiliar de Lisboa (“Dinâmicas de produção de informação e de opinião na Igreja Católica”), realiza-se um painel sobre “Silêncios e silenciamentos na comunicação do religioso”, com o padre José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, e os jornalistas António Marujo (jornal “Público”) e Graça Franco (“Rádio Renascença”), e um debate sobre “Silêncios e silenciamentos no atual contexto mediático”, que junta Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Orlando César, que dirige o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, e Ângela Silva, jornalista do semanário “Expresso”.

Marca o segundo dia a conferência “Liberdade, responsabilidade, regulação”, por Marques Mendes, antigo líder social-democrata.

As inscrições para as jornadas “Silêncios e silenciamentos na comunicação social” podem ser feitas através da página www.ecclesia.pt/jornadas2012.

O diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, cónego João Aguiar, disse em junho que os temas em discussão se enquadram na “realidade que se vai sentindo em Portugal, numa altura em que se fala de pressões à imprensa”. O sacerdote sublinhou que “todas as vezes em que se afeta a liberdade de expressão, atinge-se também a dignidade e a democracia”.

As matérias em cima da mesa decorrem da mensagem de Bento XVI para o 46.º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O Papa desafiou os profissionais dos media a refletirem sobre “o silêncio e a palavra como caminho de evangelização”.