Universidade de Aveiro apresenta Instituto de Nanotecnologia na abertura do ano letivo

Instituto dedicado às ciências e técnicas à escala microscópica e Cátedra de Neurociências marcam abertura do ano na UA.

Um polo que concentra a investigação de ponta na área das nanociências (conhecimentos e técnicas à escala microscópica) realizada em três unidades da Universidade de Aveiro (UA) vai ser oficialmente lançado hoje, 3 de outubro, na cerimónia de abertura do ano letivo 2012/2013.

O Instituto de Nanotecnologias de Aveiro (AIN) será um agrupamento interdisciplinar de unidades básicas e ou transversais de investigação da UA, para reforçar e concertar a atividade de investigação.

A investigação é, aliás, o tema dominante na sessão, que conta também com a participação de Miguel Seabra, presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, ao abordar o tema «Instrumentos de Política Científica» disponíveis no país.

Neste mesmo dia é ainda assinado o protocolo de criação da Cátedra Ilídio Pinho, dedicada às Neurociências. A cerimónia, presidida pelo Reitor da UA, tem início às 14h30. O ciclo académico que agora se inicia conta com o contributo de Wenbin Deng, um cientista de renome mundial na área da Bioquímica e da Medicina Molecular, que vai colaborar com a UA, no âmbito desta Cátedra. Esta parceria entre UA e Fundação Ilídio Pinho, com sede no Porto, vai ser publicamente consolidada com a assinatura de um protocolo.

A cerimónia de abertura conta ainda com as habituais intervenções do reitor, Manuel António Assunção, e do presidente da Associação Académica, Tiago Alves. Ao longo da sessão serão interpretados vários momentos musicais por alunos e docentes do Departamento de Comunicação e Arte.

Aposta para o presente e futuro

A nanotecnologia é uma área transversal a sete domínios científicos na UA: Engenharia de Materiais e Cerâmica, Física, Engenharia Mecânica, Química, Engenharia Civil, Biologia e Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda. Nos laboratórios CICECO, FSCOSD-I3N e TEMA, associados a cada uma das sete unidades, trabalham 97 docentes, 57 investigadores a tempo inteiro, 121 pós-doutorados e 175 alunos de doutoramento.

A UA aposta claramente neste domínio científico ao promover uma imagem coesa e unitária das nanociências e nanotecnologias.