A sorte da lotaria sorriu aos aveirenses

Beira-Mar 0 – Penafiel 0 (4-2 após prolongamento) Circunstâncias:

Jogo para a Taça de Portugal no Estádio Municipal de Aveiro; sábado, 20 de outubro de 2012; Beira-Mar 0 – Penafiel 0 (4-2, após prolongamento); árbitro: Olegário Benquerença (AF Leiria); cerca de 1000 espetadores nas bancadas.

Equilíbrio e frieza

O Beira-Mar não conseguiu melhor, em 120 minutos, do que um empate a zero diante do Penafiel. No entanto, a equipa aveirense segue em frente para a quarta eliminatória da Taça, tendo beneficiado sobretudo de mais frieza na hora da finalização das grandes penalidades.

O jogo foi bastante equilibrado graças à raça e empenho demonstrados por ambas as equipas, que jogaram de igual para igual, sempre em busca de um erro do adversário que levasse ao golo.

Início temeroso

O Beira-Mar entrou em campo ciente da responsabilidade que tinha em cima dos seus ombros, verbalizada na véspera pelo seu treinador na conferência de imprensa de antevisão desta partida. A equipa procurou desde cedo construir a primeira vitória caseira desta época, mas pela frente encontrou um grupo organizado, defensivo e em busca do erro do adversário. Este calculismo, com o desenrolar da partida, apoderou-se das duas equipas, e durante toda a primeira parte foram raras, para não dizer raríssimas, as ocasiões de verdadeiro perigo para as duas balizas, jogando-se assim um futebol muito pouco atrativo e bastante maniatado nas teias defensivas que as duas equipas montaram para este jogo. O intervalo chegaria sem surpresas e com as duas equipas a demonstrarem alguns bloqueios de processos, facto esse impediu qualquer vantagem no marcador durante a primeira parte.

Pouca atitude

e muito calculismo

Após o intervalo, cedo se percebeu que nada tinha mudado nos dois conjuntos e que iríamos assistir a uma segunda metade baseada nos mesmos princípios de jogo, ou seja, muito calculismo e pouca atitude na procura do golo que permitisse a uma das equipas ganhar a partida e garantir o passaporte para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Apesar das substituições operadas pelos dois treinadores, com o intuito de refrescar e acordar as suas equipas, o resultado não se modificaria até ao final do tempo regulamentar, pelo que o jogo seguiu para prolongamento. A toada defensiva manteve-se ao longo de todo o prolongamento. Quer os aveirenses quer os durienses não tiveram arte nem engenho para desbloquear o quebra-cabeças que se estava a tornar este jogo para ambos os conjuntos. Desta forma, não houve outra solução senão recorrer à marca dos onze metros para resolver esta partida que teimava em não sair do nulo.

Rui-mãos-de-ferro

Já que durante o jogo, pouco ou nenhum trabalho teve, Rui Rego, o guardião da equipa aveirense, guardou o melhor para o fim. É o mesmo que dizer: foi um gigante de mãos de ferro na baliza, para os homens de Penafiel, demonstrando uma das suas habilidades, que lhe é inata, na defesa dos castigos máximos. Defendeu duas grandes penalidades, o que proporcionou, em conjunto com as quatro convertidas pelos jogadores aveirenses, quer a passagem do Beira-Mar à quarta eliminatória da Taça de Portugal, quer, de certa forma, uma lufada de otimismo e ar fresco nesta equipa que tarda em vingar no campeonato nacional.

João Paião