Não se pode ser discípulo de Jesus sem escutar aqueles que sofrem

Bispo de Aveiro na Peregrinação a Schoenstatt O espírito de missão, “que é espírito de peregrinos, de missionários e de mensageiros constitui o modo de agir constante da Igreja” e “inspira os caminhos e os métodos da nova evangelização, mais premente ainda nestes tempos novos que vivemos em que é necessário abri as portas da fé e ir ao encontro de todos para lhes anunciar a alegria de acreditar em Jesus Cristo”, afirmou o Bispo de Aveiro.

Na peregrinação diocesana ao Santuário de Schoenstatt, na tarde de domingo, 28 de outubro, D. António Francisco realçou a coincidência na missão entre a Diocese de Aveiro e o Movimento Apostólico de Schoenstatt, a nível mundial, que está a viver um ano de missão com vista à comemoração do centenário da fundação, em 2014. “Estamos em missão na nossa Diocese, caros peregrinos e membros do Movimento de Schoenstatt. Estamos a viver esta peregrinação, também, quase 100 anos depois da intuição fundadora que nos vem do Padre Joseph Kentenich, ligados por esta corrente missionária e pela cruz da unidade e de olhos voltados para a Mãe Peregrina e inspirados no seu carisma fundador”, afirmou o Bispo de Aveiro, que também partilhou com os peregrinos “a alegria de estar e de rezar, no mês de setembro passado, pela primeira vez, no santuário original na Alemanha, onde nasceu o Movimento de Schoenstatt, e também na igreja onde repousa agora o Padre José Kentenich [fundador do movimento de Schoenstatt]”, terminando a homilia com uma oração a Nossa Senhora, pedindo que faça de todos “testemunhas e mensageiros das suas bem-aventuranças” de Jesus.

Escutar os que sofrem

D. António Francisco, refletindo sobre o evangelho do dia (Marcos 10,46-52: Cura do cego Bartimeu), sublinhou que não se pode ser seguidor e discípulo de Jesus sem escutar aqueles que sofrem. “Não há Igreja de Jesus sem escutar os que sofrem. Eles estão no nosso caminho; pedem ajuda; necessitam de tempo; precisam de ser ouvidos; têm direito à nossa compaixão e bondade. A única postura cristã é a de Jesus diante do cego: «Que queres que te faça?». Esta deveria ser a atitude da Igreja perante o mundo dos que procuram Deus, dos que anseiam por humanidade, dos que carecem de ajuda espiritual ou material. Por aqui passa a nossa cruz. Mas aí nasce também a nossa glória e aí se encontra a nossa recompensa», afirmou aos peregrinos que se deslocaram ao santuário na Gafanha da Nazaré.