Educação e Ambiente Foi há cerca de umas duas semanas, de manhã. Ao fazer o percurso habitual do último mês e meio, algo estava diferente. O rio estava com mais caudal. Havia juncos acumulados, junto à ponte e algum lixo junto às margens.
Mas o que despertou a minha atenção de forma particular foi o cisne. Na sua forma graciosa de se movimentar na água, fez algo que eu nunca tinha visto: baixou a cabeça e dobrou o pescoço, para conseguir passar o túnel que existe debaixo da ponte. Dobrou bastante o pescoço…
Fiquei a observar o rio e o lago, e o cisne, pensativa. De onde viria tanta água, se na última noite não tinha chovido? A resposta veio mais tarde, com as notícias. Chuvas intensas a norte tinham engrossado o caudal dos rios e a água vinha, literalmente, “por aí abaixo”.
Também nesse dia pude testemunhar a dor de cabeça e a azáfama que a falha da Internet pode provocar, num local como uma universidade e uma estação de rádio. Damos como adquiridos certos hábitos, certas regalias, certas funcionalidades. E quando a mãe natureza se manifesta com mais furor, deitamos muitas vezes as mãos à cabeça perante a tormenta.
Não sendo possível evitar chuvadas, tempestades, cheias e vendavais, é talvez possível prevenir – a vários níveis – acontecimentos futuros ainda mais gravosos. É possível assegurar que as margens dos rios estejam tão limpas quanto o possível; é possível atempadamente tratar da manutenção da rede de águas pluviais (que “escoa” a água das chuvas) e manter as sarjetas desentupidas.
É possível, a um outro nível, pôr de lado a discussão sobre a existência ou não de alterações climáticas e agir por forma a evitar que se venha a verificar o pior dos cenários. Não dispomos de uma bola de cristal para adivinhar o aquecimento futuro do planeta, mas sabemos que há registos de verões mais quentes e de mais ondas de calor nos últimos anos, nos países da Europa do Sul, por exemplo.
Agir? Agir como? Em casa: evitando desperdiçar energia elétrica; optando por sistemas de aquecimento eficientes, sem esquecer o calafetar portas e janelas. Também, colocando uma tampa na panela, ao cozinhar – um gesto tão simples e que pode permitir uma poupança até 90%!
Nas deslocações diárias: planeando sempre que possível a partilha do automóvel (se for o caso) ou preferindo utilizar transportes públicos (se for possível e viável).
Diz o ditado “grão a grão, enche a galinha o papo”. Neste caso, a lógica é inversa. Ou seja, quanto menos grãos, de melhor saúde gozará a galinha. Explicando melhor: quanto menos energia desperdiçada agora, menos emissões de gases (os tais, com efeito de estufa, como o dióxido de carbono) serão emitidas para a atmosfera. Menos gases emitidos – pelos tubos de escape e nas chaminés das centrais que produzem energia elétrica – é igual a menor aquecimento global e um planeta mais sadio. Agora e para as gerações futuras.
