Os responsáveis dos episcopados católicos na União Europeia (UE) elogiaram a atribuição do Nobel da Paz ao projeto comunitário, uma distinção que foi entregue na segunda-feira, 10 de dezembro, destacando a importância de preservar a unidade em tempos de crise.
“Vejo nesta atribuição do Nobel da Paz um reconhecimento do valor do projeto da União Europeia e do seu sentido para a construção da paz entre os povos da Europa”, disse à Agência Ecclesia D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima e representante da Conferência Episcopal Portuguesa na comissão dos episcopados católicos da Comunidade Europeia (COMECE).
Já o cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e presidente da COMECE, saudou a decisão do Comité do Prémio Nobel, anunciada a 12 de outubro, mostrando-se particularmente satisfeito pela mesma ocorrer num “tempo de crise”.
“É um claro sinal de que a Europa pode contribuir para um mundo melhor”, destaca o cardeal alemão, em comunicado de imprensa.
Segundo o líder dos episcopados comunitários, apesar dos problemas com que a Europa se vê confrontada, o Nobel da Paz deve lembrar os cidadãos da UE “o grande contributo que o projeto de integração europeia ofereceu ao desenvolvimento pacífico do continente”.
“Os cristãos politicamente comprometidos ao serviço deste projeto têm uma quota-parte substancial neste feito”, concluiu.
O prémio foi entregue em Oslo, ao presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, em conjunto com os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz.
