A Câmara Municipal de Estarreja aprovou o projecto elaborado pelo Gabinete RMLL Arquitectos, para a recuperação do Moinho de Meias, situado no núcleo rural e pedagógico da Quinta do Marinheiro (onde se situa a Casa Museu Egas Moniz), constituído por duas construções que, até um passado recente, acolhiam moinhos de água e serviam de habitação à respectiva família de moleiros.
Este conjunto de moinhos situa-se a norte da propriedade da Casa Museu Egas Moniz, tem acesso directo à Rua de Meias, e é alimentado pela levada de água do Rio Gonde.
O IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) deu parecer positivo para esta intervenção incluída no Plano de Valorização do Património Arquitectónico e Paisagístico da Quinta do Marinheiro, promovido pela autarquia, e que marca o arranque das obras de conservação e consolidação do Núcleo Rural e Pedagógico, que integra as estufas e viveiros municipais, e terrenos cultivos anexos.
Com a recuperação dos moinhos e parte da habitação, incluindo o restauro e funcionamento de dois pares de mós (dos cinco que existiam), a autarquia pretende promover actividades lúdicas, pedagógicas e ambientais junto do público-alvo (alunos das escolas, associações culturais, turistas) e da população em geral.
Dos cinco casais de mós existentes, só dois possuem quase todas as peças que constitui o mecanismo de moagem, desde o rodízio com penas, ao pelão, aseteira, o veio, a moega, a quelha entre outros elementos que embora deteriorados servem de referência e molde para se fazerem outros novos.
Este projecto vista ainda preservar técnicas construtivas, quer na edificação quer no engenho do moinho, que demons-tram conhecimentos ancestrais na utilização dos materiais naturais e da força motriz da água, servindo como um bom exemplo para o aproveitamento dos recursos naturais.
C.F.
