Gil Vicente 1 – Beira-Mar 2 Segunda vitória da época, novamente fora de portas, ditou a saída do Beira-Mar dos lugares de despromoção, onde militava desde 23 de setembro.
A circunstância
Estádio Cidade de Barcelos (cerca de 2061 espectadores); árbitro: Manuel Oliveira (A.F. Porto).
Antevisão
O Gil Vicente tem um percurso algo irregular na competição, somando três empates nos três primeiros jogos (onde defrontou Porto e Marítimo) e duas vitórias consecutivas que constituíram o melhor momento da equipa. Entretanto, não mais triunfou e foi caindo na classificação. O Beira-Mar, depois de um início de campeonato onde visitou Porto, Braga e Benfica, procurava voltar aos triunfos para sair dos lugares de descida. A equipa ainda só venceu por uma ocasião e na condição de visitante. No seu reduto já soma três empates consentidos nos últimos minutos da partida. No histórico de confrontos diretos apenas se regista uma vitória aveirense, por 1-0 em 1994/95. No ano passado verificou-se um empate sem golos.
O jogo
Depois de uma primeira parte muito mal jogada, onde até o golo aveirense surgiu após um desentendimento cómico da defesa do Gil Vicente, assistiu-se a uma etapa complementar de grande nível, com oportunidades para ambas as formações. Estiveram então em bom plano os guarda-redes Rego e Adriano. A turma da casa logrou empatar a contenda através da marcação de uma grande penalidade, mas o Beira-Mar, que procurou sempre o golo em contra-ataques perigosos, haveria de se colocar novamente em vantagem a poucos minutos do apito final.
Os golos
0-1 para o Beira-Mar, aos 20’, por Serginho, antecipando-se à desorientada defesa gilista. 1-1 por Cláudio, para o Gil Vicente, de grande penalidade, aos 62’. 1-2 para o Beira-Mar, aos 87’. Em contra-ataque mortífero, Balboa dribla o quadra-redes e… três pontos para oas aveirenses.
Ulisses Morais:
“Criámos seis ou sete oportunidades e não foi só pelo mérito do guarda-redes que não concretizámos. Pecámos na finalização. Merecemos esta vitória”.
Nuno Caniço
