O segundo volume de “Jesus de Nazaré”, de Joseph Ratzinger / Bento XVI é dedicado ao percurso de Jesus na Semana Santa.
O segundo volume dedicado a Jesus de Nazaré, de Bento XVI, é apresentado amanhã, 10 de Março, em Roma, em conferência de imprensa, com a presença do cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos, e de Claudio Magris, escritor e antigo senador.
Após o lançamento mundial, o livro estará disponível em oito línguas a partir do dia seguinte. Em Portugal, a obra será apresentado pelo Cardeal-Patriarca, D. José Policarpo, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, pelas 18h30, no dia 11 de Março, seguindo-se apresentações em diversas dioceses, a de Aveiro incluída (mas ainda sem data marcada).
“Jesus de Nazaré. Da entrada em Jerusalém até à Ressurreição” segue-se ao primeiro volume, publicado há quatro anos, dedicado à vida de Cristo desde o Baptismo à Transfiguração e antecede o volume dedicado os chamados «Evangelhos da infância». Nesta obra, Joseph Ratzinger / Bento XVI percorre, por assim dizer, a Semana Santa: Entrada em Jerusalém e purificação do templo (capítulo I); O discurso escatológico de Jesus (II); O lava-pés (III); A oração sacerdotal de Jesus (IV); A Última Ceia (V); Getsémani (VI), O processo de Jesus (VII); A crucifixão e a deposição de Jesus no sepulcro (VIII), A ressurreição de Jesus da morte (IX). Numa última parte, “Perspectivas”, Bento XVI reflecte sobre a Ascensão: “Subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai, e de novo há-de vir em sua glória”.
Antes do lançamento foram divulgados três longos excertos da obra, que podem ser lidos no sítio da Agência Ecclesia. No primeiro, “O mistério do traidor”, Bento XVI aborda a pessoa de Judas, que se deixa dominar pelas trevas, e a traição a Jesus. Em “A data da Última Ceia”, toca na questão da diferença de datas nos acontecimentos da Paixão e Morte de Jesus entre os evangelhos sinópticos e o de João (provavelmente o mais correcto). Em “Jesus perante Pilatos” é a questão do julgamento que é abordada. Bento XVI realça que não foi o povo que condenou Jesus, mas as autoridades religiosas da altura, nomeadamente os saduceus, que dominavam o templo de Jerusalém. Jesus é condenado pelo poder religioso, que o considera blasfemo, mas a pena é executada pelo poder político (romanos), que o considera subversivo.
J.P.F.
