Portugal não sabe aproveitar investimento ne educação timorense

Livro sobre Timor apresentado no ISCIA Os esforços que Portugal está atualmente a fazer em Timor, com bons resultados ao nível da promoção da língua portuguesa e da afirmação da cultura e da identidade timorense, não está a ser aproveitado pelas empresas portuguesas, nomeadamente do sector energético e da indústria petrolífera, afirmou o professor universitário Nuno Severiano Teixeira. O ex-ministro da Administração Interna e da Defesa Nacional, em dois governos do PS, falava na apresentação de um livro da autoria do capitão Reinaldo Hermenegildo, oficial da Guarda Nacional Republicana (GNR) que esteve destacado em Timor.

No livro, que resulta da tese de mestrado de Reinaldo Hermenegildo, o autor parte dos acontecimentos vividos em Timor para analisar a diplomacia e a política externa portuguesa, nomeadamente no âmbito da política externa comum europeia. Com edição da Mare Liberum, o livro foi apresentado publicamente no Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA), de Aveiro.

A ação que Portugal desempenhou em Timor, e que culminou na independência e posterior normalização da vida política e social daquela antiga província portuguesa, foi um sucesso da diplomacia e da política externa portuguesa de então, realçou Nuno Severiano Teixeira.

O docente universitário e antigo ministro sublinhou que Timor é hoje um país livre e independente, com uma cultura e uma identidade muito própria, como o atesta o facto de ser o único país de língua portuguesa naquela região, e também de ter um povo maioritariamente católico, apesar de ter por vizinhos os muçulmanos da Indonésia e os protestantes da Austrália.