Porque jejuamos?
Giulio Viviani
Ed. Paulus
112 páginas
Na pág. 63: “Recordo-me sempre de uma viagem de comboio. Quando uma senhora, vendo-me vestido de padre, achou por bem expor-me toda a sua filosofia sobre o Cristianismo. Entre outras coisas, quis fixar-se numa explicação da absoluta irracionalidade do preceito – dizia ela – de comer peixe às sextas-feiras, coisa – dizia sempre ela – de ricos e isso (…) era um dos muitos erros da Igreja, uma sociedade de ricos e não de pobres, que não se podem permitir comer, todas as sextas-feiras, suculentas refeições à base de peixe, sempre cada vez mais caro no mercado”. Não é apenas a senhora do comboio que pensa assim, como se não comer carne implicasse comer peixe.
Este livrinho pode ajudar a dar novos sentidos às práticas tradicionais do jejum e da abstinência. Entre as diversas linhas de espiritualidade apontadas, fiquemos com esta sobre o jejum: não é uma desintoxicação dos excessos alimentares, mas uma maneira de exprimir com as fibras do nosso ser que o verdadeiro alimento dos cristãos é a palavra que sai da boca de Deus. A boca fala da abundância do coração.
