Peça construída a partir de “O Velho da Horta”, apresentada a D. Manuel no ano de 1512, e outros textos de Gil Vicente, esta farsa exalta a vitória da juventude sobre a velhice e a morte.
A partir do sonho-pesadelo do Velho, evocam-se neste espetáculo algumas das mais importantes obras de Gil Vicente (1465 – 1536), o primeiro grande dramaturgo da língua portuguesa: “Todo o Mundo e Ninguém”, “Auto da Barca do Inferno”, “Auto da Cananeia”, “Auto da Alma”, “Auto da Festa”, “Auto Pastoril Português”, “Tragicomédia do Inverno e Verão” e “Auto da Índia”.
Em “Gil Vicente na Horta”, o espectador é colocado perante uma intriga engenhosamente construída, reencontrando a feira alegórica de personagens vicentinas, com as suas questões metateatrais, com o pensamento das sátiras e costumes.
Sobre este espetáculo que atravessa o tempo até aos dias de hoje com uma acutilante perspetiva sobre a sociedade contemporânea, a escritora Alice Vieira escreveu que “é mesmo muito bom”.
Teatro: “Gil Vicente na Horta”, no Teatro Aveirense no dia 22 de março às 21h30 e no dia 23 (sábado) às 15h. Versão cénica e encenação João Mota a partir de “O Velho da Horta” e outros textos de Gil Vicente. Produção do Teatro Nacional D. Maria II com os atores João Grosso, José Neves, Lúcia Maria, Manuel Coelho, Maria Amélia Matta, Samuel Alves, Marco Paiva, Simon Frankel e Bernardo Chatillon, Joana Cotrim, Jorge Albuquerque, Lita Pedreira, Luís Geraldo e Maria Jorge. Bilhetes a 10 euros (7 euros para menores de 18).
