“Há vida no espaço”, pode é não ser inteligente

Para Carlos F. Oliveira, investigador da Universidade do Texas, nos Estados Unidos da América, é um dado praticamente certo que há vida no cosmos para além da existente no planeta Terra, pode é não ser vida inteligente e, muito menos, vida com aparência humana.

Na conferência intitulada “Em busca dos nossos vizinhos cósmicos”, realizada na Universidade de Aveiro, integrada no ciclo “Horizontes da Física”, este cientista realçou que nas imagens que nós, terrestres, criamos para os extraterrestres, tanto para ilustrar livros ou em filmes de ficção científica, são sempre imagens em que o ser humano surge refletido em seres de aparência mais ou menos humana, os vulgares “humanoides”.

Carlos F. Oliveira considera que em tantos milhares de milhões de planetas deve haver alguns milhares com vida, o que não significa que seja vida como a conhecemos na Terra, podendo ser somente vida molecular ou formas de vida mais avançada mas com aparências totalmente desconhecidas na Terra. Mesmo no nosso planeta há seres que vivem em condições extremas, sem oxigénio, sob pressões altíssimas, na mais completa escuridão, nomeadamente nos fundos oceânicos e junto das designadas “chaminés de enxofre” aí existentes, condições muito idênticas às que supostamente existem em algumas das luas do planeta Júpiter, como a “Europa”.

O estudo da vida no cosmos é a base da Astrobiologia, a ciência que estuda o passado e o presente da vida no universo e tenta encontrar dados sobre essa vida no futuro.

Curso livre de astronomia na UA

No dia 9 de abril terá início um Curso livre de Astronomia Observacional, orientado pelo formador e divulgador de astronomia José Augusto Matos, que decorrerá até 14 de maio, sempre às terças-feiras, das 19 às 21h30, no anfiteatro do Departamento de Física da Universidade de Aveiro, numa iniciativa da Associação de Física da Universidade de Aveiro e da Associação Astronomia.