Aveiro assinalou 70-º aniversário da morte de Lourenço Peixinho

O 70.º aniversário da morte do médico e autarca aveirense Lourenço Peixinho foi assinalado, no passado sábado, no edifício sede da Assembleia Municipal de Aveiro (antiga Capitania) com a realização de uma conferência e a inauguração de uma exposição evocativa da sua obra enquanto autarca.

O presidente da Assembleia Municipal de Aveiro, Capão Filipe, enalteceu o papel desempenhado por Lourenço Peixinho, tanto na sua qualidade de autarca como também de médico.

Igualmente, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, sublinhou que Aveiro deve muito a muita gente que ao longo dos séculos tem contribuído para o engrandecimento da cidade, do concelho e da região, gente onde se inclui Lourenço Peixinho, um autarca que marcou profundamente a cidade ao construir a então Avenida Central, hoje designada por Avenida Doutor Lourenço Peixinho.

A oradora convidada pra proferir a conferência foi Rosa Maria Oliveira, uma estudiosa da vida e obra de Lourenço Peixinho, autora do livro “O Discurso da Cidade: Leituras da Avenida Lourenço Peixinho”, obra editada pela Câmara Municipal de Aveiro em maio de 2001, e que resultou da tese do Mestrado em Estudos Portugueses que apresentou na Universidade de Aveiro.

Na exposição estão patentes alguns dos projetos que marcaram os mandatos autárquicos de Lourenço Peixinho, nomeadamente: Avenida Central, Matadouro Municipal na Rua do Americano (1935), Estádio Municipal Mário Duarte (1935), Restaurante do Jardim / atual sede da Orquestra Filarmonia das Beiras (1921), Parque Municipal Infante D. Pedro (1935), Hospital (sem data), entre outros.

Lourenço Peixinho nasceu no dia 2 de maio de 1877, na antiga Rua das Barcas (atual Rua José Rabumba). Em janeiro de 1918 candidatou-se à presidência da autarquia, cargo que manteve ao longo de 24 anos, até ao dia 5 de maio de 1942, em que foi exonerado do cargo. Faleceu no dia 7 de março de 1943. Além de médico e de autarca, Loureço Peixinho desempenhou cargos diversos, entre os quais, fiscal do Matadouro de Aveiro e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro.

Em 29 de janeiro de 1935, Lourenço Peixinho foi alvo de uma grande homenagem pública, que inclui a atribuição das insígnias da Ordem Militar de Cristo.

Na conferência esteve presente um neto de Loureço Peixinho (na mesa) e uma bisneta (na assistência).