Francisco realçou que quando um cristão encontra “incompreensões ou adversidades”, deve comportar-se como Jesus e responder “com o amor e a força da verdade”.
O Papa Francisco lembrou no Vaticano os cristãos que são perseguidos em todo o mundo, pedindo “franqueza e coragem” aos católicos no anúncio da sua fé.
“Rezemos em particular pelos cristãos que sofrem perseguições: neste tempo há muitos cristãos que sofrem perseguições, muitos, muitos, em muitos países. Rezemos por eles, com amor, do nosso coração, para que sintam a presença viva e reconfortante do Senhor ressuscitado”, disse, desde a janela do apartamento pontifício sobre a Praça de São Pedro, no domingo, 14 de abril, perante dezenas de milhares de pessoas.
O Papa argentino apresentou uma reflexão sobre as dificuldades sentidas pelas primeiras comunidades cristãs e disse que o exemplo destes fiéis é válido para “a Igreja de todos os tempos”: “Quando uma pessoa conhece verdadeiramente Jesus Cristo e acredita nele, experimenta a sua presença na vida e a força da ressurreição, não pode fazer outra coisa do que comunicar esta experiência”.
“O amor fraterno é o testemunho mais próximo que podemos dar de que Jesus está connosco, vivo, de que Jesus ressuscitou”, referiu, num dos momentos improvisados da sua intervenção.
Francisco realçou que quando um cristão encontra “incompreensões ou adversidades” neste anúncio, deve comportar-se como Jesus e responder “com o amor e a força da verdade”. “Peçamos a ajuda de Maria Santíssima para que a Igreja anuncie em todo o mundo, com franqueza e coragem, a ressurreição do Senhor e dê um testemunho válido com sinais de amor fraterno”, acrescentou.
O Papa comentou uma passagem da Bíblia sobre a pregação dos apóstolos em Jerusalém, após a morte e ressurreição de Jesus, apesar das ameaças a que estavam sujeitos. “Onde encontravam força para este testemunho os primeiros discípulos? Mais: donde vinha a alegria e a coragem do anúncio, apesar dos obstáculos e das violências?”, questionou.
Estas pessoas simples, marcadas pela “presença do Senhor ressuscitado e a ação do Espírito Santo”, transmitiam aos outros a sua “experiência tão forte e pessoal de Cristo”, sem medo de “nada nem ninguém”. Como habitualmente, o Papa despediu-se com votos de “bom domingo e bom almoço”.
“Efeito Francisco” no confessionário
O jornalista italiano Andrea Tornielli, falando há dias no Chile sobre as dificuldade de a Igreja lidar com os meios de comunicação social, disse que os padres italianos estavam a registar um aumento na procura da confissão, o que eles atribuíam ao “efeito Francisco”. Conforme contou John L. Allen Jr. num jornal norte-americano, Tornielli revelou como exemplo de notícia que passa ao lado dos meios de comunicação social que os padres lhe tinham dito que os italianos estavam a aparecer em grande número, citando a afirmação de Francisco de que “Deus nunca se cansa de nos perdoar; nós é que nos cansamos de pedir perdão”. Num momento em que os comentadores estão focados noutros assuntos relacionados com o novo Papa, parece que “eles não entenderam o que está realmente a acontecer”, defendeu Tornielli.
