Na Imprensa

A eleição do Papa Francisco transformou-se num acontecimento inspirador, ao ponto de fazer esquecer que ele é, acima de tudo, o chefe da Igreja Católica. Com Obama, a América provou a sua extraordinária capacidade de renovação. Com Francisco, a Igreja Católica mostrou que compreende o mundo em que vive e está disposta a mudar. O novo Papa vai acabar por desiludir muita gente. Reformar uma Cúria em decadência, maioritariamente europeia, fechada sobre os seus privilégios e entretida em lutas de poder muito pouco cristãs, é uma tarefa hercúlea. Teve um poderoso aliado em Bento XVI, cuja renúncia não vai permitir que tudo fique exatamente na mesma.

Teresa de Sousa

Público, 17-03-2013

(…) O ateísmo ruidoso de muitos não os impede de emitir palpites sucessivos acerca da matéria. Pelo menos em Portugal, os media trataram de ouvir avidamente as opiniões de gente sem qualquer vínculo ao catolicismo, o que faz o mesmo sentido que questionar um adepto dos Los Angeles Lakers sobre o momento do Sporting. Neste caso, o fã de basquetebol diria provavelmente não saber nada a propósito. Já os ateus militantes não só sabem imenso a propósito do Vaticano como insistem em partilhar a sabedoria connosco.

Alberto Gonçalves

Diário de Notícias, 17-03-2013

Podem sempre esperar pelo milagre em que acreditam e que se baseia na teoria de que, regressando aos mercados, o dinheiro voltará a jorrar e as empresas vão poder voltar à banca a juros decentes para investir. O problema é que o efeito deste investimento na criação de empregos será muito demorado.

Paulo Baldaia

Diário de Notícias, 17-03-2013

O novo Papa tem pela frente missões gigantescas. A credibilidade da Igreja-instituição bateu no fundo. Impõe-se, pois, uma conversão de fundo.

Anselmo Borges

Diário de Notícias, 16-03-2013