Turismo Religioso é “produto estratégico”

A Igreja Católica está satisfeita com o facto de o Turismo Religioso passar a ser um “produto estratégico” no âmbito do novo Plano Nacional de Turismo, apresentado no dia 2 de abril, em Lisboa, pelo ministro da Economia e do Emprego.

Em nota enviada à Agência Ecclesia, a Obra Nacional da Pastoral do Turismo, da Igreja, recorda que a elevação do estatuto tinha sido sugerida ao Turismo de Portugal em julho de 2012, bem como no início deste ano, aquando do período de discussão pública do programa.

O documento agradece “o precioso contributo” dos deputados que promoveram esta alteração no Plano Nacional Estratégico de Turismo (PENT).

A prioridade dada ao setor, que segundo a declaração também beneficia outras religiões, reconhece a “diversidade do património cultural religioso, material e imaterial”, traduz a “importância das peregrinações, num país rico de santuários” e reflete a “diversificação de ofertas” que abrangem a “expressão de fé” dos turistas.

O texto assinado pelo diretor da Obra Nacional realça que a Igreja deve prosseguir o “trabalho absolutamente necessário de disponibilização qualitativa do seu património” e manifesta a esperança de que as instituições católicas possam “contar com a colaboração do Turismo de Portugal, e respetivas entidades regionais”.

O comunicado expressa a disponibilidade da Igreja “para uma mais estreita colaboração” com todas as entidades envolvidas no setor, “a bem do desenvolvimento do turismo” e da afirmação da “identidade portuguesa, eminentemente cristã, ainda que com marcas evidentes de outras religiões”, aponta o padre Carlos Godinho.