FRANCISCO MELO
Padre. Pároco da Gafanha da Encarnação
Vivi este domingo uma experiência que acredito foi de Igreja: muitos cristãos à volta da mesma mesa a partilhar a vida e a alegria de filhos de Deus pelo sonho conseguido de uma igreja renovada mais acolhedora, mais confortável e mais expressiva da beleza de Deus. Refiro-me à dedicação do altar da igreja matriz da paróquia da Gafanha da Encarnação.
Ontem foi dia para celebrar, festejar e agradecer a todos os que partilharam os seus bens para que a obra fosse possível. Hoje, é dia para parar e reconhecer a presença de Deus no caminho feito.
Muitos foram os sinais, mas hoje e aqui quero agradecer a Deus uma pessoa em especial que ao longo das obras de remodelação desta igreja matriz senti de uma maneira muito especial. Refiro-me ao Monsenhor João Gaspar, vigário geral da nossa diocese e responsável da nossa comissão diocesana de arte sacra. A sua presença atenta, o seu conselho sereno, o seu olhar solidário diante do sofrimento e da angústia e a sua sabedoria foi-nos permitindo encontrar a solução mais acertada para a obra. Entre outras coisas posso referir a localização da pia batismal que estava para ser outra, mas em boa hora ficou junto ao presbitério, mas fora dele.
Ainda bem que Deus também vai colocando na minha e nossa vida estes cireneus e não só Pilatos que sempre querem lavar cinicamente as mãos sem se comprometerem. Só com presenças discretas, como a do Monsenhor João Gaspar, mas verdadeiramente eloquente, poderemos ir vencendo os escolhos com que a vida nos vai prendendo.
Só com a ajuda de muitos e a sua dedicação generosa foi possível concretizar a obra em causa.
