Ainda que muitos não aceitem esta visão, o pecado é a causa profunda de todo mal, diz o Papa Esta semana Bento XVI está em retiro.
Bento XVI afirmou no domingo passado, no Vaticano, que o tempo da Quaresma, que a Igreja se encontra a celebrar, deve servir para travar um “combate espiritual contra o espírito do mal”.
Falando antes da oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o Papa assinalou que este “tempo litúrgico de quarenta dias é para a Igreja um itinerário espiritual de preparação para a Páscoa”. “Trata-se de seguir Jesus que caminha em direcção à Cruz, ápice da sua missão de salvação”, acrescentou.
Bento XVI referiu que este percurso se justifica porque “existe o mal, aliás, o pecado, que segundo as Escrituras é a causa profunda de todo mal; porém a palavra pecado não é aceite por muitos, porque pressupõe uma visão religiosa do mundo e do homem”.
O Papa ressaltou que “Deus não suporta o mal, porque é Amor, Justiça e Fidelidade e por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva”. “A escravidão maior e mais profunda é a do pecado. Por isso, Deus mandou seu Filho ao mundo, para libertar os homens do domínio de satanás, origem e causa de todo pecado”, precisou.
No final da sua intervenção, o Papa pediu aos fiéis para que rezassem por ele e os seus colaboradores da Cúria Romana que nesse dia iniciavam um retiro espiritual. «A Luz de Cristo no coração da Igreja. João Paulo II e a teologia dos Santos» será o tema dos exercícios espirituais de Quaresma que se realizam no Vaticano até ao dia 19 de Março, com pregações do padre carmelita François-Marie Léthel, secretário da Academia Pontifícia de Teologia.
Durante esta semana, são cancelados todos os compromissos de Bento XVI, incluindo a habitual audiência pública das quartas-feiras.
