Novo director quer que o Departamento de Ambiente e Ordenamento seja “arrojado e inovador” e tanto às alterações climáticas.
Levar o Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) da Universidade de Aveiro (UA) a assumir “a posição de natural liderança que lhe compete no domínio do Ambiente e do Ordenamento, fortalecendo as áreas de interface, atento aos novos desafios e oportunidades que o actual enquadramento social, cultural e económico lhe oferece”, é um dos objectivos do novo director do DAO, Carlos Borrego, o qual “em conjunto com a comunidade departamental”, pretende “continuar o trabalho de construção de um departamento actuante, arrojado e inovador”.
Para tal, o DAO deverá “contribuir para a construção do desenvolvimento sustentável”, o que implica “uma abordagem holística e integrada das disfunções ambientais, baseada em ensino de qualidade e actual” e “numa investigação de ponta”, apostando ainda na transferência do conhecimento produzido, para uma sociedade cada vez mais exigente e em mudança, meta para a qual também contribui o trabalho desenvolvido pelo Laboratório Associado “Centro de Estudos do Ambiente e do Mar – CESAM” e pelo Instituto Do Ambiente e Desenvolvimento (IDAD).
Para “concretizar o desejável desenvolvimento sustentável”, Carlos Borrego diz ser “indispensável conhecer mais e melhor as interacções entre a biosfera, ecossistemas e actividades humanas, desenvolver novas tecnologias, instrumentos e serviços, para se abordarem de modo integrado as disfunções ambientais”, defendendo que o “enfoque deve ser nas alterações climáticas, nas mudanças dos sistemas ecológicos, do solo e dos recursos naturais”.
O DAO continuará a “contribuir para avaliar, reduzir e prevenir as tensões e conflitos relacionados com a depleção dos recursos naturais ambientais, que estão a surgir devido às rápidas alterações ambientais e / ou perigos naturais e antropogénicos”, tanto mais que Carlos Borrego acredita ser “expectável que tais tensões e conflitos afectem directamente Portugal”. O DAO, afirma o novo director, deverá continuar a “formar cidadãos conhecedores e activos que se tornem em (ou acompanhem os) decisores políticos e os agentes privados na resposta a estes desafios”.
IDAD realiza seminário sobre odores
O Instituto do Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) promove durante a tarde do dia 29 de Março, no Anfiteatro do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO), um espaço de discussão sobre a temática dos odores, que será moderado por Carlos Borrego, director do IDAD e do DAO.
O seminário pretende suscitar o debate e reflexão sobre o tema com vista ao desenvolvimento e implementação de metodologias adequadas à avaliação do impacte na qualidade do ar da emissão de odores.
Em análise estará a emissão de odores com origem em chaminés de processos industriais, ETAR, centrais de compostagem, aviários, suiniculturas, aterros, etc., que representa um problema de poluição atmosférica cada vez mais recorrente. A exposição a este tipo de poluição atmosférica provoca incomodidade, podendo a exposição prolongada causar impactos na saúde das pessoas, dependendo da concentração de certos gases.
O seminário é aberto a todos os interessados, sendo a participação gratuita mas sujeita a inscrição até 25 de Março.
