Ílhavo tem uma das mais baixas taxas de saneamento do distrito. Até 2015 o problema ficará resolvido.
Até ao ano 2015, a empresa Águas da Região de Aveiro (AdRA) vai investir cerca de 13 milhões de euros no concelho de Ílhavo, dos quais, 90% destinam-se a obras em redes de saneamento e 10% para redes de abastecimento de água, uma vez que as redes de abastecimento de água cobrem o concelho a 100%, o mesmo não acontecendo com as redes de saneamento, em que a cobertura se situa entre 67% e 72%, com taxas de adesão de 100% no que se refere ao abastecimento de água, e de 80% no saneamento, neste último caso, o valor de adesão dos cidadãos à rede é superior à média dos dez municípios que integram a AdRA (54%).
No que se refere às redes de abastecimento de água, serão construídas duas ETAR e quatro quilómetros de adutoras, prevendo-se ainda a remodelação de três estações elevatórias e de quatro reservatórios, obras orçadas em 1.234.900 euros.
O investimento nas redes de saneamento contempla a construção de 18 estações elevatórias, 200 metros de emissários e 85 quilómetros de rede, e ainda a remodelação de sete quilómetros de rede, num montante global de 12.099.000 euros.
Deste investimento, mais de dez milhões de euros serão aplicados na península da Gafanha (Gafanha da Nazaré, Gafanha da Encarnação, Gafanha do Carmo, Gafanha da Boavista e Gafanha D’Aquém), estas duas últimas integradas na freguesia de S. Salvador. Ainda na freguesia de S. Salvador, serão investidos 553.000 euros na remodelação da rede de águas residuais no casco antigo da cidade de Ílhavo, e 1.541.000 euros em novas construções na área a nascente do Canal do Bôco.
Em simultâneo com as obras de construção das redes de saneamento, da responsabilidade da AdRA, a Câmara Municipal de Ílhavo vai investir cerca de quatro milhões de euros na construção de redes de águas pluviais, de modo que as águas das chuvas tenham um tratamento diferenciado das águas residuais. Com a construção simultânea destas duas redes (águas pluviais e residuais) pretende-se reduzir os transtornos que essas obras provocam aos cidadãos, uma vez que a colocação dessas redes obriga ao esburacamento total das ruas intervencionadas.
“Estes trabalhos vão criar transtornos aos cidadãos, nos próximos três anos”, reconheceu o presidente da AdRA, Manuel Fernandes Thomaz, na conferência de imprensa de apresentação deste programa de obras da AdRA no município de Ílhavo. No entanto, o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, garantiu que “todas as obras terminam com a requalificação total dos arruamentos intervencionados”.
C.F.
