De 5 a 13 de Março, 67 alunos da Escola Sec. de José Estêvão de Aveiro e 11 alunos da Escola Sec. Mário Sacramento de Aveiro, acompanhados por nove professores, estiveram em Taizé, numa experiência de oração, vida comunitária, reflexão bíblica e pessoal, de partilha e simplicidade. Num mundo em que as propostas são tantas, aqui ficam alguns testemunhos de quem arriscou uma semana diferente, tornando a própria vida num “lugar de beleza” e um querer muito voltar para este encontro maravilhoso e tão próximo com Deus.
O Correio do Vouga recebeu várias páginas de testemunhos sobre esta semana, recolhidos pela professora Teresa Grancho, principal impulsionadora desta viagem transformadora, a quem agradece. Nesta edição e na próxima publicam-se algumas (apenas algumas) das frases de cada um desses testemunhos.
O silêncio é a chave
Silêncio, a chave para a reflexão. Sem ele, não seria possível uma introspecção tão profunda comigo mesmo. Saber estar e reflectir em silêncio é, certamente, um dos mais importantes ensinamentos apreendidos neste encontro.
José Esteves, 11.º ano
Ajuda a compreender as religiões
Taizé ajudou-me a compreender melhor os diferentes pontos de vista de diversas culturas e religiões. Como podemos dar continuidade a esta experiência? Tentando dar continuidade à paz, à simplicidade e à partilha que lá vivemos. Foi referido várias vezes em reflexões e em orações que o reino de Deus é das crianças, porque vivem na simplicidade, na inocência e na pureza.
Sara Oliveira, 10.º C
Voluntariado divertido
Taizé também nos dá uma pequena experiência de voluntariado, tanto na limpeza das casas de banho ou de alguns recintos como na distribuição de comida ou até mesmo a lavar pratos. Algumas destas tarefas não nos cativavam muito ao início, mas depois descobrimos que são bastante divertidas. Foi original cantarem enquanto nós lhes dávamos comida para as mãos.
Rita Ribeiro, 11.º A
Saltava de nuvem em nuvem
Nunca tive um grande contacto com Deus, muito menos com a religião católica. Uma semana em Taizé chegou para me deixar leve como uma pena. Parecia que sempre que fechava os olhos nas orações estava a saltar de nuvem em nuvem. Contámos a experiência a alguns amigos e eles soltaram umas gargalhadas de gozo. Então uma amiga minha disse: “Vocês estão a gozar, mas só quem foi a Taizé é que sabe o que aquilo realmente é”. Foi a melhor experiência da minha vida.
Bruno Carapinha, 10.º ano.
Tão novos, tão saciados
O dia do regresso é muito difícil, porque confronta-nos com várias realidades: voltar para a selva, como disseram muitos; deixar um sítio onde aprendemos a ser felizes de uma nova forma, mais pura, reflexiva, tranquilizadora… Quando deixámos a nossa casa, sábado à tarde, não imaginámos que, no domingo à noite da semana seguinte, seríamos tão diferentes, tão novos, tão saciados.
Gabriela Lacerda, 12.ºano
Peça que há tanto procurava
Chorei, rezei e fui feliz. Lá não tive medo de ser quem realmente sou. Lá, senti-me segura. Senti a simplicidade. Senti que não preciso de nada que antes dizia precisar. Senti que é fácil viver sem excessos. Taizé mudou-me. Fez-me uma pessoa mais crescida e mais madura. Foi a peça que eu há tanto procurava. É o mundo que todos desejavam viver.
Mónica Duarte, 10.º ano
