A Universidade de Aveiro (UA) é uma das oito entidades que participa no projecto LUSOEXTRACT, que visa a criação de uma biblioteca de 40.000 extractos naturais provenientes de organismos existentes em ecossistemas únicos portugueses, com o intuito de explorar novos compostos para o tratamento de doenças neurodegenerativas e do sistema nervoso central.
Liderado pela BIOALVO, este projecto de investigação, que cobre a superfície de Portugal continental e ainda parte da sua plataforma atlântica, conta com a participação do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e do seu laboratório associado CESAM, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (BioFIG e CQB), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (PYCC/CREM), da Universidade do Algarve, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR/CIMAR), da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do Instituto de Biologia Mulecular e Celular (IBMC).
O CESM e o Departamento de Biologia da UA têm como missão a recolha de cnidários (anémonas, corais e outras espécies afins) das águas costeiras nacionais para produção de extractos naturais desses organismos. Essa equipa, liderada pelos investigadores Ricardo Calado e Newton Gomes, será ainda responsável pela produção em cativeiro de organismos monoclonais (réplicas genéticas), de modo a poder assegurar o fornecimento regular de biomassa dos organismos cujos metabolitos secundários revelem maior potencial para aplicações bomédicas e /biotecnológicas.
Este projecto, aprovado pela Agência de Inovação, implica um investimento superior a quatro milhões de euros.
