Beira-Mar 1 – Braga 2 Circunstâncias:
Estádio Municipal de Aveiro; sábado, 2 de Abril de 2011; Beira-Mar 1 (Leandro Tatu, 38’) Braga 2 (Jaime, pb 66’; Meyong, 69’); Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto); cerca de 4000 espectadores.
Justiça no resultado final
Em jogo disputado no último sábado no Estádio Municipal de Aveiro, a equipa do Braga alcançou uma justa vitória, vingando-se de certa forma da derrota caseira que a equipa aveirense lhes aplicou em Braga na primeira volta do campeonato. Os visitantes foram a equipa que mais atacou, teve mais tempo de posse de bola e dispôs de um maior número de oportunidades para inaugurar o marcador. O Beira-Mar ainda esteve em vantagem, através de Tatu (38’), após jogada de contra-ataque, mas não resistiu à pressão forasteira na etapa complementar.
Início algo nervoso
A primeira parte foi dominada pelo Braga, em especial até à primeira meia hora de jogo, controlando as operações a meio-campo e tendo dessa forma a iniciativa de jogo e consequentemente maior volume ofensivo. No entanto, todo este domínio resultou em poucas situações perigosas de golo. O Beira-Mar sentiu muitas dificuldades para sair a jogar e mesmo o contra-ataque, que tem sido a arma mais forte dos aveirenses para chegar até à baliza adversária, não estava a funcionar.
Jogo equilibrado
No final da primeira parte, a equipa da casa conseguiu finalmente contrariar o domínio inicial dos visitantes e assentar o seu jogo. Tirando partido do abrandar ligeiro dos bracarenses, o Beira-Mar chega ao golo, no primeiro remate que faz à baliza à guarda de Artur, à passagem do minuto 38’, por intermédio de Leandro Tatu, que concluiu da melhor forma uma jogada de contra-ataque elaborada por Yartey e Artur, que cruzou com conta, peso e medida para a cabeça de Tatu. Estava aberto assim o marcador no Municipal de Aveiro. Ainda antes de o árbitro apitar para o intervalo, os auri-negros podiam ter ampliado a vantagem, caso Yartey, mais uma vez em contra-ataque, tivesse lido bem o lance e passado a bola a Tatu, que estava isolado para a baliza bracarense. O resultado ao intervalo podia então dizer-se que era lisonjeiro para o Beira-Mar.
Correr atrás do prejuízo
Na etapa complementar, como seria de esperar, o Braga, correu atrás do prejuízo, voltando a ter o domínio de jogo e criando algumas jogadas de golo iminente para a baliza à guarda de Rui Rego, que correspondeu sempre de forma atenta a essas investidas bracarenses. Por seu lado, o Beira-Mar foi aguentando o volume de jogo ofensivo do adversário conforme podia, arriscando sempre que possível no contra-ataque.
Reviravolta “guerreira”
Depois de haver desperdiçado algumas oportunidades flagrantes de golo, muito por culpa do bom posicionamento e garra da equipa aveirense, o Braga empatou a partida através de um autogolo de Jaime, que ao tentar desviar um cabeceamento de Paulo César, acabou por introduzir a bola na baliza de Rui Rego. E nem houve tempo para ambas as equipas digerirem o empate, já que, três minutos volvidos, Meyong, em toque de habilidade, consumou a reviravolta “guerreira” em Aveiro.
A lei do mais forte
Tendo em linha de conta a valia do adversário, o maior volume de jogo ofensivo e posse de bola do Braga, a derrota do Beira-Mar não sofre contestação. Apesar da boa atitude demonstrada pela equipa comandada por Rui Bento, o resultado mais uma vez não foi o desejado por todos e perdeu-se assim uma oportunidade de subir mais uns degraus na tabela classificativa e almejar algo mais que um décimo lugar. Fica assim um travo amargo em todos os adeptos beiramarenses, perante mais uma boa exibição da equipa auri-negra em nada condizente com o resultado final.
João Paião
