Bento XVI afirmou na sexta-feira, no Vaticano, que as práticas populares de religiosidade cristã não podem ser consideradas como “algo secundário” na vida da Igreja Católica.
O Papa falava diante dos membros da Comissão Pontifícia para a América Latina (CPAL), no final da sua assembleia plenária, este ano dedicada ao tema «A incidência da piedade popular no processo de evangelização da América Latina».
Para Bento XVI esta é uma área que se constitui como “espaço de encontro com Jesus Cristo” e “uma forma de exprimir a fé da Igreja”. “Para levar a cabo a nova evangelização na América Latina, dentro de um processo que impregne todo o ser e agir do cristão, não se podem deixar de lado as múltiplas demonstrações da piedade popular”, sublinhou o Papa.
Bento XVI disse mesmo que “todas” as demonstrações da religiosidade popular, se “bem canalizadas e devidamente acompanhadas, propiciam um frutífero encontro com Deus, uma intensa veneração do Santíssimo Sacramento, uma profunda devoção à Virgem Maria”.
O Papa pediu ainda que a piedade popular “não se reduza a uma simples expressão cultural de uma determinada região”, pelo que “tem de estar em estreita relação com a sagrada liturgia, a qual não pode ser substituída por nenhuma outra expressão religiosa”.
